Manifesto divulgado por várias entidades da indústria e pesquisa farmacêutica critica severamente as mudanças anunciadas pelo governo no programa Farmácia Popular.
Mudanças poderão levar ao descredenciamento de centenas dos cerca de 31 mil estabelecimentos conveniados "Uma mudança dessa profundidade, feita cinco dias antes da troca de Ministro, não parece oportuna nem sensata. E trará, como consequência imediata, instabilidade e preocupação para milhões de brasileiros", diz a nota.
O orçamento do Farmácia Popular para este ano é de R$ 2,8 bilhões. Estão incluídos no "Aqui Tem Farmácia Popular" 42 produtos. Do total, 26 medicamentos (para o tratamento de hipertensão, diabetes e asma) são adquiridos pelo Ministério da Saúde e distribuídos aos pacientes de forma gratuita. Para os demais produtos, os descontos chegam a 90%.
O diretor do Sindusfarma, Nelson Mussolini, em entrevista, destaca que no ano passado o governo fechou as unidades próprias do programa Farmácia Popular, alegando o alto custo de logística, que chegaria a 80%, contra o custo do próprio medicamento, que seria de apenas 20%. "Ele dizia que o custo era 80%. Como ele quer que as farmácias do mercado façam por metade do custo logístico que ele dizia que tinha nas farmácias dele? As informações não fecham com a realidade dos fatos", disse Mussolini.
- Apelamos, portanto, para que se retome o caminho prudente e, antes de qualquer providência açodada, o novo Ministro da Saúde institua o Grupo de Trabalho que analisará o Programa. O setor privado quer essa discussão. Mas quer, ao mesmo tempo, garantir que a população brasileira não será gravemente afetada por equívocos que podem inviabilizar um programa que vem dando certo – encerra o documento, que trás as seguintes assinaturas: Antônio Britto (Presidente executivo da INTERFARMA-Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa), Edison Tamascia (Presidente da FEBRAFAR-Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias), Francisco Deusmar de Queirós (Presidente da ABRAFARMA-Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias), Nelson Mussolini (Presidente executivo do SINDUSFARMA-Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo), Reginaldo Arcuri (Presidente executivo do GRUPO FARMABRASIL-Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica de Pesquisa e de Capital Nacional) e Telma Salles (Presidente executiva da PRÓGENÉRICOS-Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos).
O diretor do Sindusfarma, Nelson Mussolini, em entrevista, destaca que no ano passado o governo fechou as unidades próprias do programa Farmácia Popular, alegando o alto custo de logística, que chegaria a 80%, contra o custo do próprio medicamento, que seria de apenas 20%. "Ele dizia que o custo era 80%. Como ele quer que as farmácias do mercado façam por metade do custo logístico que ele dizia que tinha nas farmácias dele? As informações não fecham com a realidade dos fatos", disse Mussolini.


