Sobre a possibilidade de a votação do projeto de lei que trata do retorno da taxação à folha de pagamento das empresas, último item do ajuste fiscal, ficar para 2016, Levy afirmou não ter informação sobre esse possível adiamento. “Acho que é um mal-entendido. Não tenho informações sobre isso. Se houver [essa discussão], a gente conversa sobre o assunto. Tudo é conversa. Esta é uma parte muito importante do ajuste", disse.
Levy considera o retorno da taxação à folha de pagamento das empresas “um sacrifício" para elas, mas ressalta que o governo traçou uma estratégia. “A gente quer acabar com essa distorção nas empresas. São bilhões de reais [de renúncia fiscal] para umas tantas mil empresas." O ministro disse acreditar que o projeto de retorno da taxação à folha de pagamento das empresas pode ser votado ainda este ano. “Sempre há chance com conversa, paciência e persistência". Ele ressaltou, porém, que o “Senado faz a pauta".
Na terça-feira (4), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), destacou que o único projeto pendente do ajuste fiscal, proposto pelo governo, não pode ser votado agora. “A única pauta do ajuste fiscal que precisa ser votada é a reoneração [retorno da taxação à folha de pagamento das empresas] da folha de pessoal. Não votamos ainda porque, nesse cenário de crise, de recessão e de desemprego, ela agravará o quadro. Ela será danosa para o país, então nós vamos reunir os líderes e conversar rapidamente sobre o que faremos com ela", disse sobre o projeto (PLC 57/15). (Agência Brasil)


