Economia brasileira cresce 0,5% em agosto e interrompe dois meses de queda, aponta FGV
- out 20, 2026 - Por Redação Jornal Capital
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Monitor do PIB registra alta de 1,8% no acumulado em 12 meses; recuperação foi impulsionada pela indústria extrativa, setor de serviços e exportações.
Após registrar dois meses consecutivos de retração, a economia brasileira voltou a avançar em agosto. O Produto Interno Bruto (PIB) apresentou uma expansão de 0,5% na comparação com julho, acumulando um crescimento de 1,8% no período de 12 meses.
Os dados fazem parte do Monitor do PIB, levantamento mensal do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre) divulgado nesta segunda-feira (19). O estudo serve como um "termômetro" da atividade econômica do país e antecipa tendências do PIB oficial ao mensurar o desempenho da indústria, comércio, serviços e agropecuária.
Trajetória mês a mês
A retomada verificada em agosto interrompeu a sequência negativa observada no início do segundo semestre. Veja o comportamento do indicador na comparação mensal ao longo de 2026:
- Agosto: 0,5%
- Julho: -0,3%
- Junho: -0,9%
- Maio: 0,6%
- Abril: 0,3%
- Março: 0,1%
- Fevereiro: 0,5%
- Janeiro: 0,6%
Em relação ao mesmo mês do ano anterior, agosto teve alta de 1,5%. Já no trimestre móvel encerrado em agosto, a FGV sinalizou um avanço de 1,7% ante o mesmo período de 2025. Em valores correntes, o PIB acumulado até o oitavo mês do ano foi estimado em R$ 9,020 trilhões.
Motores do crescimento e consumo das famílias
A recuperação da atividade econômica em agosto teve suporte direto da indústria extrativa e do setor de serviços. Pelo lado da demanda, a aceleração das exportações e os gastos do governo ajudaram a compensar o ritmo mais brando das famílias.
O economista Claudio Considera, pesquisador associado do Ibre/FGV, analisa os pilares do resultado:
“Pela ótica da demanda, a despeito da desaceleração do consumo das famílias, atuaram positivamente as exportações e o consumo do governo”, aponta o especialista.
Considera ressalta ainda a resiliência do cenário produtivo frente às condições financeiras restritivas: em um contexto de inflação persistente, que obriga uma política monetária contracionista, ou seja, juros elevados, “a economia apresenta capacidade de recuperação”.
No trimestre móvel até agosto, o consumo das famílias registrou crescimento de 0,4%, puxado principalmente pela contribuição positiva do segmento de bens duráveis.
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Projeções do mercado e órgãos oficiais
O resultado do Monitor do PIB alinha-se a outros importantes indicadores de atividade. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) apontou expansão de 0,3% em agosto e de 1,6% em 12 meses.
As projeções do mercado financeiro e de instituições públicas apontam para um fechamento de ano com crescimento consistente:
- Relatório Focus (Banco Central): estimativa de alta de 1,83% para o PIB em 2026.
- Boletim Macrofiscal (Ministério da Fazenda): projeção de crescimento de 2,0% este ano.
- Fundo Monetário Internacional (FMI): prevê expansão de 2,2% para o Brasil este ano, com estimativa de que o país retorne ao posto de 8ª maior economia do mundo em 2027.
Divulgação do PIB oficial
O resultado oficial da economia brasileira é apurado e divulgado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A consolidação referente ao terceiro trimestre de 2026 está agendada para o dia 2 de dezembro. Na última atualização, o IBGE mostrou avanço de 0,5% no segundo trimestre e 1,9% no acumulado de 12 meses. (com informações da Agência Brasil)




