"Cidades Líquidas" transforma café em arte no Palácio Tiradentes
- out 18, 2026 - Por Redação Jornal Capital
Ouça a versão em áudio deste artigo
Áudio resumo criado por Inteligência Artificial
Com entrada gratuita, mostra reúne 30 obras do artista francês Jèrôme Poignard e integra a programação comemorativa do centenário da sede histórica da Alerj.
A mistura da fluidez da aquarela com o tom característico do café ganhou destaque no Palácio Tiradentes, sede histórica da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A exposição “Cidades Líquidas: arte em aquarela e café”, aberta nesta quinta-feira (15/10), reúne 30 obras do artista plástico francês Jèrôme Poignard. A atração é promovida pela Subdiretoria-Geral de Cultura da Casa e fica em cartaz até 11 de novembro, com entrada gratuita.
Com curadoria de Germana Portella e Leonardo Guimarães, a mostra apresenta paisagens urbanas e impressões afetivas construídas a partir das vivências do artista entre Paris, sua cidade natal, e o Rio de Janeiro, onde fixou residência. As obras trazem ainda forte influência do fauvismo — movimento artístico francês do início do século XX —, marcado pelo uso expressivo de cores puras e vibrantes.
Arte e história se encontram no Palácio
Nascido em Fontainebleau em 1973, Jèrôme Poignard vive na capital fluminense há 28 anos. Pintor, ilustrador e designer, o artista encontrou no Rio uma de suas principais fontes de inspiração e celebra a oportunidade de expor em um local de forte relevância histórica.
— "Eu decidi trazer minha exposição para um palácio tão importante, histórico e aberto ao público, para compartilhar minha arte com todos os cariocas e também com os visitantes que por aqui transitam todos os dias. É uma forma de compartilhar com essa cidade que sempre me acolheu e me tornou o artista que sou" — explicou Poignard.
A diretora de Cultura da Alerj, Fernanda Figueiredo, ressaltou a simbiose entre a técnica utilizada e a própria estrutura da edificação:
— "O mais interessante dessa exposição é transformar em arte um elemento que faz parte da própria história e arquitetura do Palácio: o café. É muito interessante ver como essa referência, presente na decoração do prédio, também pode ser explorada por meio da pintura e da aquarela" — destacou.
A influência do café na arquitetura da Alerj
A presença do café nas telas dialoga diretamente com a memória do Palácio Tiradentes. Construído na década de 1920, período em que o grão era o carro-chefe da economia e das exportações brasileiras, o edifício incorporou o elemento em seus detalhes decorativos.
Ramos, folhas e frutos de café adornam os entalhes de madeira, as portas e as paredes do Salão Nobre, além de darem nome à Sala do Café no segundo andar, projetada em estilo renascentista italiano para convivência dos parlamentares.
Para Leonardo Guimarães, produtor cultural e co-curador, a convergência temática enriquizou o projeto:
— "Essa coincidência da temática do café, que faz parte diretamente da arquitetura do Palácio, foi um achado. É uma técnica maravilhosa, que combina aquarela e água. Por isso o nome ‘Cidades Líquidas’. Ele enfeita realmente o Palácio com essas cores vibrantes e com a técnica do café" — afirmou Guimarães.
Câmara de Duque de Caxias elege Mesa Diretora para o biênio 2027/2028
Em 1º discurso como governador eleito, Douglas Ruas defende união entre os Poderes
Alerj aprova projeto que cria o Programa Jovem Doador nas escolas estaduais do Rio
A curadora Germana Portella reforçou o compromisso do espaço com a difusão artística:
— "Embora tenha sido a Casa das Leis, o Palácio também tem essa função maravilhosa de acolher projetos de arte e cultura" — concluiu.
Ao aproximar arte contemporânea, memória urbana e arquitetura, "Cidades Líquidas" convida moradores e visitantes a redescobrirem a paisagem do Rio de Janeiro e os detalhes históricos do Palácio Tiradentes.
Serviço – Exposição Cidades Líquidas: arte em aquarela e café
- Período: De 15 de outubro a 11 de novembro de 2026
- Local: Palácio Tiradentes (Rua Primeiro de Março, s/nº, Praça XV, Centro do Rio de Janeiro)
- Entrada: Gratuita
- Acessibilidade: Acesso para cadeirantes pela Rua Dom Manuel, s/nº (atrás do Palácio)




