Brasil alcança 700 novos mercados para o agro e exportações para UE crescem 30%
- out 14, 2026 - Por Redação Jornal Capital
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Embarques para o bloco europeu superam US$ 44 bilhões no ano; governo projeta liderança mundial na exportação de alimentos e safra recorde de 366 milhões de toneladas
As exportações brasileiras para a União Europeia apresentaram uma forte expansão de 30,7% entre maio e setembro deste ano na comparação com o mesmo período de 2025. O resultado reflete os primeiros impactos da entrada em vigor do acordo comercial entre o Mercosul e o bloco europeu. Os dados foram apresentados nesta terça-feira (13) pelos ministros do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e das Relações Exteriores, Mauro Vieira, em evento realizado em Brasília.
No acumulado de janeiro a setembro, as vendas brasileiras para o mercado europeu atingiram US$ 44,17 bilhões — uma alta de 20% em relação aos primeiros nove meses do ano passado. De acordo com o chanceler Mauro Vieira, o comércio bilateral entre os dois blocos registrou um incremento superior a US$ 6 bilhões desde que o tratado começou a vigorar de forma provisória, em 1º de maio, após quase 27 anos de negociações.
— As exportações brasileiras tiveram uma alta de 10,4% em 2026. Só o acordo Mercosul-União Europeia, de maio até agora, significou uma expansão de 30% das nossas exportações — declarou Vieira.
Diversificação e avanço do comércio exterior
Apesar de o agronegócio puxar o desempenho, o ministro Márcio Elias Rosa ponderou que o avanço do comércio exterior brasileiro ocorre em diversas áreas, com crescimento médio geral de 10,5%, mesmo em um ambiente global desafiador.
— É a pungência do setor privado e a capacidade do setor privado de expandir, sobretudo no agro. A missão número um da nova industrialização do Brasil envolve justamente a agroindústria — afirmou o ministro.
Ao avaliar o cenário diplomático e comercial com os Estados Unidos, Elias Rosa classificou a relação atual como "delicada", mas assegurou a manutenção das tratativas:
— Mas não sairemos do diálogo da negociação — disse.
Marca histórica de 700 mercados abertos
A cerimônia, realizada na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária, celebrou a marca de 700 novos mercados internacionais abertos para os produtos agropecuários do país desde o início de 2023. Ao todo, 99 destinos — entre países e blocos econômicos — concederam autorizações sanitárias para o ingresso de mercadorias brasileiras.
O ministro da Agricultura, André de Paula, contrapôs os números atuais ao desempenho do ciclo anterior:
— Foram 700 aberturas de mercado contra 241 do governo anterior — afirmou.
Durante o encontro, o ministro também apresentou projeções otimistas para a produção e participação do setor na economia nacional.
— Planejamos chegar a 29% do PIB agropecuário neste ano. A safra 2026/27 deve ter 366 milhões de toneladas — acrescentou André de Paula, destacando também a autorização recente concedida pela China para a exportação de miúdos suínos.
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Metas de vendas e aporte no Plano Safra
Segundo dados fornecidos pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), as vendas para esses 700 novos mercados geraram US$ 5,8 bilhões. A estimativa da agência é que os embarques para estes destinos atinjam US$ 80 bilhões nos próximos quatro anos.
O governo projeta fechar o ano no topo do ranking global do setor alimentício:
— Exportamos US$ 169 bilhões no acumulado do ano, US$ 2 bilhões abaixo dos Estados Unidos, mas terminaremos o ano como maior exportador de alimentos — declarou André de Paula.
O titular da pasta da Agricultura reforçou ainda a destinação de crédito rural ao setor por meio de programas oficiais de financiamento:
— Este governo investiu mais de R$ 610 bilhões no Plano Safra atual para agricultura empresarial e familiar. Nos quatro anos de governo Lula, foram investidos mais de R$ 1 trilhão. Isso dá conta da importância que conferimos ao agro brasileiro — concluiu. (com informações da Agência Brasil)




