Líder mundial em equipamentos e sistemas para armazenamento de dados, presente em mais de 80 países, a empresa EMC, dos Estados Unidos, lançou dia 8 a pedra fundamental do centro de pesquisas e desenvolvimento que irá construir no Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão, na capital fluminense. O diretor executivo do parque, Maurício Guedes, comemorou a chegada da EMC. Em entrevista à Agência Brasil, disse que a companhia americana irá montar um centro de pesquisas para grandes dados (big data). “São tecnologias para você poder armazenar e processar grandes volumes de informações. Isso tem importância em muitas áreas, como meteorologia, genética, geologia e, até mesmo, em entretenimento, que tem que armazenar imagens e sons. Isso gera grandes volumes de dados".
A vice-presidente da EMC e diretora de Tecnologia para as Américas, Patrícia Florissi, explicou que as principais atividade do centro serão a pesquisa e o desenvolvimento aplicados nas áreas de big data e óleo e gás. A EMC vai investir nos próximos cinco anos R$ 100 milhões em projetos em todo o Brasil. O centro deve ficar pronto em dois anos. A executiva informou que 50 pessoas deverão trabalhar na nova unidade de pesquisas nos próximos quatro anos, sendo 35 pesquisadores, todos brasileiros.
O centro de pesquisas brasileiro da EMC no Fundão funcionará como uma central de distribuição de soluções tecnológicas, inclusive para outros países. “Toda pesquisa desenvolvida aqui terá aplicação internacional", disse Patricia Florissi. O Parque Tecnológico conta, atualmente, com 34 empresas instaladas, sendo 20 companhias nascentes, dez de grande porte e quatro de pequeno ou médio portes. Quando o parque estiver totalmente implantado, dentro de cinco anos, a meta é elevar o número de empresas para 200, que devem empregar cerca de 5 mil pesquisadores.


