Maricá fecha parceria com grupo espanhol para se tornar polo de produção de mexilhões
- mai 06, 2026
Acordo internacional com o grupo MSB prevê tecnologia de ponta, geração de empregos e criação de uma unidade de depuração para exportar produtos com alto padrão sanitário.
O município de Maricá deu um passo estratégico para diversificar sua economia e consolidar-se no setor de aquicultura. Nesta segunda-feira (04/05), o prefeito Washington Quaquá oficializou um acordo de cooperação com o grupo espanhol MSB — referência global no cultivo de moluscos — para implementar um projeto de produção de mexilhões de alta escala na cidade.
A iniciativa será gerida pela Companhia Maricá Alimentos (AMAR) e foca na criação de uma cadeia produtiva completa, integrando desde o cultivo até o processamento tecnológico e a comercialização.
“Vamos levar alimentos sustentáveis, gerar empregos e desenvolvimento para Maricá. Essa é uma iniciativa voltada à produção de mexilhões, que serão processados no nosso município”, destacou o prefeito Washington Quaquá.
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Verticalização da produção e novos empregos
O projeto não se limita apenas ao cultivo marinho. O diferencial da parceria é o beneficiamento do produto dentro do próprio município, com o suporte de uma fábrica de enlatados e a geração prevista de pelo menos 100 empregos diretos.
Para o presidente da AMAR, Marlos Costa, o projeto tem ambições que ultrapassam as fronteiras municipais. “É um projeto fundamental para o desenvolvimento econômico da cidade. Nosso objetivo é expandir essa produção no estado do Rio de Janeiro e em todo o país, com apoio da fábrica de enlatados”, pontuou.
Tecnologia para superar o mercado nacional
Atualmente, a produção de mexilhões no Brasil é concentrada em Santa Catarina, mas ainda enfrenta gargalos logísticos e sanitários. Maricá pretende preencher essa lacuna com a instalação de uma unidade de depuração.
Essa tecnologia é essencial para eliminar impurezas biológicas, permitindo que os mexilhões sejam distribuídos vivos, frescos e refrigerados por até 10 dias. Com esse padrão de segurança alimentar, a cidade poderá acessar mercados mais exigentes e disputar espaço em um segmento de alto valor agregado, garantindo frescor e qualidade superior ao consumidor final.
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