Depois de dois dias de reunião de chefes de Estado e governo em Joanesburgo, na África do Sul, a 10ª Cúpula do Brics termina com duas importantes conquistas para o setor produtivo brasileiro, na avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A primeira é um acordo para a abertura de um escritório regional do banco do Brics, o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, na sigla em inglês), no Brasil. E a segunda é uma cooperação entre as economias do bloco na área de aviação regional.
A expectativa é que o escritório regional das Américas seja inaugurado no Brasil ainda em 2018. Em 2019, o Brasil sediará, pela terceira vez, a reunião de cúpula dos Brics. Na avaliação da indústria, representada pela CNI, os acordos são importantes para fomentar negócios e ampliar investimentos entre os países, em infraestrutura e no setor aeronáutico. O Brics é o grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
A criação do NDB foi formalizada em 2014, na gestão de Dilma Rousseff, durante a sexta reunião de cúpula do grupo, em Fortaleza, no Ceará. O banco do Brics foi inaugurado em julho de 2015, com sede em Xangai, com o objetivo de financiar projetos de infraestrutura de países do bloco e de outras economias em desenvolvimento.
Para a CNI, o novo escritório estreitará as relações do banco dos Brics com o setor privado brasileiro. Na prática, essa aproximação contribuirá para que as empresas busquem financiamento para projetos de infraestrutura voltados ao desenvolvimento sustentável. (Agência Brasil)


