A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido de R$ 998,118 milhões no terceiro trimestre deste ano, queda de 67,1% em relação a igual período do ano passado (R$ 3,037 bilhões). Já o Banco do Brasil teve, também no terceiro trimestre, lucro líquido de R$ 2,246 bilhões. O resultado representa uma queda de 26,6% em relação aos R$ 3,062 bilhões de lucro registrados no mesmo período de 2015.
O índice de inadimplência da Caixa encerrou setembro em 3,48%. Segundo o banco, esse resultado foi influenciado por um “grupo econômico específico do setor de óleo e gás". “Excluído esse efeito, a inadimplência alcançaria 3,26% e ficaria estável em relação ao trimestre anterior e ao terceiro trimestre de 2015", diz o banco. Ao final de nove meses deste ano, a Caixa possui R$ 2,1 trilhões em ativos administrados, com destaque para seus ativos próprios, que alcançaram R$ 1,2 trilhão. O índice de Basileia encerrou o período em 13,5%. Esse percentual indica a capacidade do banco de emprestar, levando-se em consideração os recursos próprios e a ponderação de riscos. As operações comerciais com pessoas físicas e pessoas jurídicas totalizaram R$ 193,5 bilhões, redução de 1,9% em 12 meses, influenciadas, principalmente, pelo segmento pessoa jurídica, que apresentou queda de 4,2%. O segmento comercial pessoa física apresentou estabilidade no mesmo período, tendo como destaque o crédito consignado, que cresceu 8%, e fechou o terceiro trimestre com saldo de R$ 62,9 bilhões.
No Banco do Brasil, as linhas de financiamento destinadas ao agronegócio fecharam setembro com saldo de R$ 179,6 bilhões na carteira. O montante é 4,5% maior do que o registrado no mesmo mês do ano passado. O crédito rural cresceu 10,6% em comparação a 2015. O banco é o maior financiador do agronegócio no Brasil, com 61,3% dos empréstimos destinados ao setor, de acordo com os dados do Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR) referentes a agosto.
A carteira de crédito destinada a pessoas físicas registrou saldo de R$ 172,6 bilhões no terceiro trimestre do ano, um crescimento de 6,1% em relação ao registrado em setembro do ano passado. A maior parte da carteira (60,2%) está composta por crédito consignado, crédito direto (CDC) e financiamento imobiliário. Com uma carteira de R$ 63,9 bilhões no terceiro trimestre deste ano, o Banco do Brasil tem 22,3% do mercado de crédito consignado do país. Em relação aos empréstimos para compra de imóveis, a carteira da instituição registrou saldo de 53,1 bilhões, uma expansão de 13,2% em relação ao terceiro trimestre de 2015. A maior evolução foi no financiamento a pessoas físicas (17%), que fez com que o banco conseguisse 7,8% do mercado de crédito imobiliário no país. (Agência Brasil)


