
Prefeitura garante que, mesmo com toda crise, não fechará nenhuma unidade de saúde e priorizará atendimento de urgência/emergência e atenção básica
O estado do Rio de Janeiro passa por uma grave crise na saúde pública. Isso tem afetado diretamente as cidades, entre elas Duque de Caxias. A falta de repasse somada ao aumento da procura pelas unidades de saúde do município, sobrecarrega o sistema, que só não entrou em colapso devido ao planejamento feito pela Secretaria Municipal de Saúde em janeiro de 2015. Na época, o secretário Camillo Junqueira já esperava um ano mais difícil e, junto com sua equipe, iniciou um processo de otimização de todas as ações, serviços e atendimentos.
- Fizemos um planejamento baseado em uma previsão de recursos reduzidos para os anos subsequentes. Começamos a cortar gastos, otimizar serviços e priorizar o trabalho dos funcionários estatuários. Uma economia que está possibilitando superar a crise e cumprir os compromissos - revelou ao Capital em entrevista exclusiva.
O resultado pode ser visto no dia a dia. Salários em dia, sem falta de medicamentos e aumento na cobertura da saúde básica. Porém, se por um lado o município conseguiu economizar e cumprir com todas as obrigações, por outro, o aumento no número de atendimentos, principalmente de pacientes vindos de outras regiões, gerou um crescimento considerável nos gastos.
- Caxias possui a maior oferta de serviços e rede de pronto atendimento da Baixada Fluminense. Com a crise tivemos um aumento no volume de atendimento de 42%, sendo que mais de um terço desse percentual é de pacientes de fora da cidade. Atendemos como um Polo Regional de Referência, mas o repasse que recebemos não é compatível. Quem acaba custeando tudo isso é a Prefeitura - explica o secretário, informando que Caxias têm atendido em média 35% de pacientes de fora do município. Em algumas delas, como a Unidade Pré-Hospitalar (UPH) do Pilar, esse número chega a 50%.

A secretaria passou a priorizar a Atenção Básica e o atendimento de urgência/emergência e internação. O município mais que dobrou a cobertura da atenção básica, eram apenas 22,3% da população coberta, hoje são 48%. Atualmente, Duque de Caxias possui 48 unidades físicas que atendem aos programas de saúde básica - 41 Unidades de Saúde da Família (76 equipes) e 7 Unidades Básicas de Saúde.
Desde que assumiu em janeiro de 2013, o prefeito Alexandre Cardoso tem batido na mesma tecla: é preciso cuidar da saúde e não da doença. Durante a inauguração da Unidade de Saúde da Família da Vila Maria Helena, no segundo distrito, no último dia 2, ele ressaltou a importância de se investir na saúde. “Esta unidade é resultado de um planejamento. O dinheiro investido aqui poderia asfaltar ruas e construir praças, no entanto a marca desta Prefeitura é priorizar a saúde, a atenção básica. É cuidar das pessoas hipertensas ou diabéticas perto de suas casas, reduzindo a necessidade de ser encaminhada para uma unidade de tratamento intensivo. A marca desta gestão é de investir na saúde, porque é na vida que se estáinvestindo", afirmou Alexandre Cardoso.

Para o atendimento de urgência/emergência, a cidade possui oito portas de entradas municipais - duas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e seis Unidades Pré-Hospitalares (UPH) - e três estaduais - duas UPAs e o Hospital Estadual Adão Pereira Nunes. Apesar da falta de repasse de verbas e do aumento no número de atendimentos, a secretaria municipal de Saúde garante que não haverá fechamento de unidades. “O município está custeando todos esses gastos e isso tem oneradoaos cofres. Por isso, estamos discutindo junto com estado um cronograma de repasses de verbas atrasadas há mais de um ano para que possamos honrar nossos compromissos", informou Camillo
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