A exoneração dos três ministros do PMDB que são deputados federais foi publicada nesta quinta-feira no Diário Oficial da União para que os parlamentares retornem à Câmara e possam votar no domingo (17) contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, apesar de o partido ter rompido com o governo.
A saída temporária dos ministros peemedebistas Celso Pansera (Ciência e Tecnologia), Marcelo Castro (Saúde) e Mauro Lopes (Aviação Civil), já era esperada como parte da estratégia do governo para tentar barrar o impedimento, assim como a exoneração do ministro petista e também deputado Patrus Ananias (Desenvolvimento Agrário), também publicada no DO nesta quinta-feira (14).
O Diário Oficial da União ainda confirmou a exoneração de Gilberto Occhi do cargo de ministro da Integração Nacional, depois que seu partido, o PP, anunciou na terça-feira (12) que estava deixando o governo e entregando os cargos que ocupava da administração federal. Para o impeachment ser derrotado são necessários 172 votos contra o impedimento ou que os votos favoráveis não cheguem a 342 entre 513 parlamentares.
Líder diz que governo diz que oposição não tem 342 votos
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Afonso Florence, disse hoje (14) que o governo tem os quase 172 votos necessários para barrar o impeachment da presidenta Dilma Rousseff durante votação no plenário da Casa, no domingo (17). "Hoje, eles [oposicionistas] não têm 342 votos. Não têm e não terão", afirmou Florence. "O governo tem quase os 172 'não'", destacou. "E, nas ruas, o movimento pela legalidade democrática tem influenciado muito o voto de indecisos. O governo obviamente se preocupa com os indecisos. Há um trabalho de persuasão."
Ele deu a declaração após café da manhã no Palácio da Alvorada em que a presidenta reuniu ministros e parlamentares da base aliada. Para que o pedido de impeachment prossiga para o Senado, dois terços (342) dos 513 deputados devem votar a favor. “A presidenta agradeceu aos membros da comissão que votaram contra a admissibilidade do processo de impeachment e reiterou que não há crime de responsabilidade. Temos trabalhado com muita parcimônia em contraposição a essa campanha de 'já ganhou' da oposição", afirmou Florence.
Estavam presentes no café da manhã os ministros Jaques Wagner (Gabinete Pessoal), Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo), Armando Monteiro (Desenvolvimento e Indústria), Antonio Carlos Rodrigues (Transportes), Marcelo Castro (Saúde), Celson Pansera (Ciência e Tecnologia) e Mauro Lopes (Aviação Civil).
O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), afirmou que está seguro de que o impeachment será barrado no plenário no domingo. “Nossos levantamentos apontam que as bancadas estão muito divididas. Só tem poucos partidos fechados 100%, de um lado e de outro. Não tem risco de nós termos menos de 200 votos [no domingo] pelos cálculos e pelos contatos [que fizemos]. Eles [oposicionistas] não têm os 342 votos. Vamos fazer mais contato, mais diálogo para convencer que nós temos votos para derrotar o impeachment", disse Guimarães, que também participou do café da manhã. (Agência Brasil)


