Militantes de movimentos populares, sindicais, pastorais e partidos políticos lançaram um manifesto para reagir ao golpismo da oposição contra a presidente Dilma Rousseff: “Consideramos inaceitável e nos insurgimos contra as reiteradas tentativas de setores da oposição e do oligopólio da mídia, que buscam criar, através de procedimentos ilegais, pretextos artificiais para a interrupção da legalidade democrática", diz trecho do manifesto tornado público nesta segunda-feira (6).
Denuncia “justiceiros" do Judiciário, em referência à condução da Lava Jato pelo juiz Sérgio Moro e pela força-tarefa do MP. De acordo com o manifesto, eles querem "substituir o papel dos outros poderes, assumir papel de polícia e desrespeitar a Constituição". Lembra que “o povo brasileiro foi as urnas e escolheu, para um mandato de quatro anos, a presidenta da República, 27 governadores de estado, os deputados e deputadas que compõem a Câmara dos Deputados e as Assembleias Legislativas, assim como elegeu para um mandato de 8 anos 1/3 do Senado Federal". E reitera: “Em defesa dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras, dos direitos sociais do povo brasileiro, da democracia, da soberania nacional, das reformas estruturais e populares e da integração latino-americana".
Entre os que assinam o manifesto estão as seguintes entidades: ARPUB (Associação das Rádios Públicas do Brasil), Central de Movimentos Populares, Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil, Centro de Direitos Humanos de Cascavel/PR, Coletivo de Movimentos Populares de Minas Gerais – Quem Luta Educa, Comissão Pastoral da Terra-CPT, CONEN – Coordenação Nacional de Entidades Negras, CONFETAM/CUT (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal), FNDC (Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação), Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES), FUP (Federação Única dos Petroleiros), Levante Popular da Juventude, Marcha Mundial de Mulheres, Movimento Camponês Popular, Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA, Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Ampo – MTC BRASIL, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST, Movimento Nacional pela Soberania Popular Frente à Mineração (MAM), Observatório da Mulher e Pastoral da Juventude Rural.


