O senador Paulo Paim (PT-RS) e os deputados federais paulistas Paulo Pereira da Silva (SDD) e Arnaldo Faria de Sá (PTB) se reuniram na tarde desta segunda-feira (29) com representantes da Força Sindical, UGT, Nova Central, Intersindical e CGT e de sindicatos para discutir as anunciadas alterações nos cálculos da aposentadoria dos trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Eles debateram formas para derrubar o veto da presidenta Dilma Rousseff à alternativa 85/95, que substitui o fator previdenciário. Mudança introduzida pela Câmara dos Deputados na Medida Provisória (MP) 676.
A ideia é a mobilização no Senado para que a Casa aprove a MP como saiu da Câmara (soma das idades com tempo de contribuição de 85 anos para mulheres e 95 anos para homens). Eles querem, no mesmo esforço, também a aprovação da MP 672, de valorização do salário mínimo até 2019, alterada pela Câmara para que o cálculo de correção do salário mínimo (inflação dos últimos 12 meses mais crescimento do Produto Interno Bruto do segundo ano anterior) seja estendido a aposentados que recebem acima do salário mínimo. A emenda aglutinativa à MP 672 – proposta pelos deputados Arnaldo Faria, Paulinho e Mendonça Filho (DEM) – aprovada na Câmara, será apreciada pelo Senado na próxima semana.
Nesta terça-feira (30), as centrais sindicais, o senador Paim e os deputados vão procurar o presidente do Senado, Renan Calheiros, para discutir a questão. O governo quer que a fórmula mínima 85/95 se estenda, progressivamente, a 90/100 anos até 2022. Os parlamentares Paim, Paulino e Faria de Sá, bem como as centrais, são contra, e propõem alternativas para a progressão. Paulinho defende que a progressão ocorra a cada cinco anos. “Fiz a emenda de aumentar um ponto a cada cinco anos. Portanto iríamos chegar nos 100 anos que a Dilma quer somente em 2040, o que, na minha conta, seria mais ou menos a expectativa de vida de que, para viver cinco anos a mais, iria demorar ainda uns 30 anos", explicou Paulinho. Já Paim defende que a fórmula 90/100 seja adotada somente para os que forem entrar no sistema previdenciário. (Agência Brasil)


