Pesquisa realizada pela Firjan-Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro- com 487 empresas, revela que 30,6% delas já enfrentam problemas por conta do baixo nível nos reservatórios de água. Essas empresas empregam 59.849 trabalhadores, aproximadamente 15% dos empregos industriais fluminenses. Entre as empresas que foram afetadas, 50,3% afirmam que o principal efeito sentido foi o aumento do custo de produção. A solução mais citada por elas para reduzir os efeitos da escassez de água foi o controle do consumo, apontada por 57% dos entrevistados. Controle de perdas na rede de distribuição foi citado por 28,5% e reuso de água, por 25,8%. Nos últimos dois anos, 56,7% das empresas já adotaram medidas para reduzir o consumo de água. Após a implementação dessas medidas, o resultado foi uma redução do gasto de água em 25,6%, em média.
Outra pesquisa divulgada em dezembro pela Firjan já apontara a água como o quinto item de infraestrutura mais importante para as indústrias, citado por 27% dos entrevistados, a frente de portos (16%), ferrovias (14%) e aeroportos (6%). A região Sudeste, atravessa, ainda nos dias de hoje, a pior estiagem dos últimos 84 anos. No dia 19 de janeiro, o nível dos reservatórios da Bacia do Paraíba do Sul estava em 1,4%. “Se não enfrentarmos seriamente a questão do saneamento, buscarmos novas fontes e tecnologias, e estimularmos a população e as empresas a economizar água, a Região Metropolitana do Rio pode enfrentar o mesmo problema atualmente vivido por São Paulo: a demanda por água será superior à capacidade de oferta. A indústria do Rio já vem fazendo sua parte, mas precisamos ser mais efetivos", afirma Luis Augusto Azevedo, gerente-geral de Meio Ambiente da Firjan.


