O IML de Duque de Caxias, que funcionava nas dependências do Cemitério Nossa Senhora das Graças (Tanque do Anil), no bairro Vila Operária, em Duque de Caxias, foi interditado pela Polícia Civil por falta de condições de funcionamento. Das 22 geladeiras, apenas oito estavam funcionando. Na sala de necropsia, o ar-condicionado já estava parado há pelo menos seis meses. Sem falar do mau cheiro que era alvo de críticas de moradores próximos. O órgão atendia os municípios de Duque de Caxias, Magé e São João de Meriti. Durante a interdição, os corpos serão encaminhados para o IML do Centro do Rio.
Procurada pelo Capital, a assessoria de imprensa da Polícia Civil disse que a subchefe-administrativa da Polícia Civil, delegada Elizabeth Cayres, informou que um processo de licitação está em andamento para escolher a empresa que ficará responsável pela manutenção das geladeiras do IML/Duque de Caxias. Ainda segundo a delegada, o ar condicionado do Instituto Médico Legal de Caxias será trocado, “possibilitando que a necropsia dos corpos do dia voltem a ser realizadas no local. Caso a família não realize a retirada do corpo, ele será encaminhado para o IML-Centro, onde há uma sala para recebê-los", acrescentando que “o Instituto recebeu reforço de efetivo, desde terça-feira [13 de janeiro], data em que os primeiros corpos foram transferidos, e peritos do IML Caxias estão ajudando no atendimento na unidade do Centro". Encerra afirmando: “Os exames de corpo de delito sempre foram realizados no Posto de Polícia Técnico Científico (PRPTC), onde há uma sala para o exame e uma base do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). O posto funciona ao lado da 59ª DP (Duque de Caxias), na Rua Ailton Costa, s/nº, Duque de Caxias".
A reportagem do Capital esteve sábado (17) no prédio do IML e verificou movimentação de veículos da Prefeitura de Duque de Caxias e funcionários trabalhando na reforma no local. Constatou, ainda, a existência de aparelhos novos de ar condicionado, lacrados, e foi informada que técnicos faziam reparo nas geladeiras. Segundo trabalhadores que atuavam no local, a reforma, apesar de ser de responsabilidade o estado, estaria sendo feita pela prefeitura de Caxias através de parceria firmada entre os dois governos.


