O governador Luiz Fernando Pezão, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, e o prefeito do Rio, Eduardo Paes, estiveram reunidos quarta-feira (7), em Brasília, para discutir a criação de uma Central Única de Regulação do sistema público de Saúde do Rio de Janeiro. O objetivo é promover a integração e a comunicação entre as unidades federais, estaduais e municipais, para aprimorar a qualidade do atendimento à população. A medida criará uma central unificada para, por exemplo, agilizar informações sobre o atendimento e vagas disponíveis. A previsão é de que a regulação integrada entre em funcionamento dentro de seis meses. “A integração vai ser muito importante, pois ganharemos eficiência na gestão e melhoria no atendimento. É um esforço em prol da organização do serviço. Não discutimos e nem discutiremos a natureza da gestão dos nossos hospitais. Hospitais federais continuarão sob administração federal", explicou o ministro.
Durante o encontro, ficou definida ainda a criação de uma Central Única de Compras para o sistema de Saúde do Rio de Janeiro. Dessa forma, a aquisição de materiais, equipamentos e medicamentos, além da contratação de serviços, será realizada de forma integrada pelas unidades federais, estaduais e municipais. “A integração será fundamental para avançarmos no sistema público de Saúde do Estado. A regulação única vai melhorar os atendimentos e os serviços prestados. A central de compras unificada vai estabelecer um parâmetro para o país, porque vamos usar o poder de compra do Estado, da prefeitura e do governo federal para comprar melhor e mais barato, beneficiando a população", afirmou o governador.
A Central Única de Regulação deve começar a funcionar em seis meses. A ideia é que o paciente procure uma unidade básica de saúde municipal e os profissionais o encaminhem para hospitais especializados, sendo eles do Estado ou da União. Com isso, haverá a ampliação não só do acesso aos leitos de UTI, mas também às consultas ambulatoriais e tratamentos específicos, como oncológico ou ortopédico. No primeiro momento, as três esferas federativas vão realizar reuniões para traçar o perfil de cada hospital e definir quais atenderão cada especialidade. Dois dos três Postos de Atendimento Médico (PAM), que fazem parte da rede estadual de saúde, além do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPSAD) serão municipalizados. Um grupo de trabalho vai estudar a possibilidade de unificar também a compra de medicamentos e equipamentos.


