A primeira fase do empréstimo, no valor de R$ 1,076 bilhão, obtido pela Cedae junto à Caixa Econômica Federal referente à operação de R$ 3,4 bilhões para a construção do novo sistema produtor de água tratada denominado Complexo Guandu 2, foi publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (5). O projeto visa aumentar a quantidade de água tratada, beneficiando cerca de 3 milhões de habitantes da Região Metropolitana, especialmente da Baixada Fluminense.
A parcela está inserida na operação de R$ 3,4 bilhões, cujo contrato de compromisso havia sido assinado em julho, no Rio, pela presidenta Dilma Rousseff e o governador Luiz Fernando Pezão. Os recursos serão investidos na implantação de uma nova estação para tratar 12 mil litros de água por segundo, elevatória de água tratada, linha de recalque (tubulação que abastece o reservatório) e reservatório com capacidade para armazenar 57 milhões de litros.
- Os recursos, que serão repassados diretamente da Caixa para a Cedae, serão usados também para a construção, nos diversos municípios da Baixada Fluminense, de 17 novos reservatórios e reforma de outros nove que hoje estão fora de operação - detalhou o presidente da Cedae Wagner Victer. Na região ainda serão construídas 16 elevatórias de grande porte (sistema de bombeamento), e assentados 95 quilômetros de adutoras para abastecer os reservatórios e outros 760 quilômetros de troncos e rede distribuidora, e instalação de mais de 100 mil novas ligações prediais.
QUEIXAS - Nos últimos meses, o número de reclamações de falta de abastecimento aumentou consideravelmente em vários bairros de Duque de Caxias. Inúmeras queixas chegam à redação do Capital. As reclamações não atingem apenas residências mas também o comércio e instituições. No Condomínio Governador Roberto da Silveira, na Vila Paula, onde residem aproximadamente 900 moradores, o problema vem se agravando, segundo os moradores. O abastecimento só é feito um dia na semana e por poucas horas, não sendo suficiente para abastecer a cisterna. Do natal para cá, segundo eles, foi necessária a aquisição de vários carros-pipa no comércio paralelo. Segundo eles, são constantes as ligações para a Cedae para reclamar. Muitas vezes, os representantes do condomínio vão pessoalmente ao órgão mas o problema não se resolve.
Nem a Catedral de Santo Antonio tem escapado da falta d’água. Passar pela Avenida Governador Leonel Brizola (antiga Presidente Kennedy) e ver carros-pipas abastecimento o local já vem se tornando cena comum, como constatou um leitor na manhã desta segunda-feira (5). “Isso aqui parece já estar virando rotina", afirmou um comerciante próximo. “Estão falando da construção de um novo shopping ao lado. Não sabemos se essa obra vai ajudar a resolver o problema ou piorar a situação", disse uma moradora da Rua Luiz Guimarães.


