O presidente do Conselho da União Europeia, Herman Van Rompuy, e o presidente da Comissão Europeia, Jose Manuel Barroso, cumprimentaram a presidenta Dilma Rousseff, nesta segunda-feira (27), pela reeleição. Em mensagem conjunta, os dois líderes europeus expressaram votos de “pleno êxito" à presidenta e ressaltaram que a reeleição é uma oportunidade única para a consolidação “da inequívoca trajetória de construção da democracia e da inclusão social no Brasil, fundamentada no avanço da igualdade de direitos e oportunidades e da estabilidade econômica".
Eles manifestaram o desejo de ampliar a parceria entre o Brasil e a União Europeia. “A Europa e o Brasil partilham os mesmos valores democráticos e as mesmas aspirações de liberdade, de prosperidade, de solidariedade e de paz. Ao aproximarmos os nossos países, sociedades e economias, estamos criando maiores possibilidades de transformar esses valores e essas aspirações em realidade para todos".
VIZINHOS - Líderes políticos da América Latina, por sua vez, saudaram a conquista de um segundo mandato pela presidenta Dilma Rousseff. Por meio das redes sociais, mandatários da América do Sul e da América Central felicitaram a candidata petista. “Grande vitória de inclusão social e da integração regional", escreveu a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, em sua conta no Twitter. Já o presidente do Equador, Rafael Correa, destacou: “Maravilhoso triunfo de Dilma no Brasil. Nosso gigante segue com o Partido dos Trabalhadores. Parabéns, Dilma, Lula, Brasil".
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ressaltou: “Vitória de Dilma no Brasil! Vitória do povo. Vitória de Lula e seu legado. Vitória dos povos da América Latina e do Caribe". Já o líder de El Salvador, Salvador Sánchez, escreveu: “Dia de festa no Brasil e na América Latina. Nossos povos decidiram seguir construindo seu bem-estar e felicidade". O mandatário uruguaio, Tabaré Vásquez, que também disputa eleições em seu país, destacou: “Chegam boas notícias do Brasil, companheiros! Vitória de Dilma". O governador da província argentina de Entre Rios, Sergio Urribari, escreveu: “Muita alegria pelo triunfo de Dilma. Parabéns a ela, a Lula, ao PT e a todo o Brasil por seguir avançando".
A embaixadora argentina na Organização dos Estados Americanos, Nilda Garré, considerou a vitória de Dilma “uma notícia muito boa para a continuidade do esforço popular latino-americano".
OBAMA - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deu os parabéns à presidenta Dilma Rousseff pela reeleição e disse que, nos próximos dias, dará passos para aumentar a colaboração bilateral. Em comunicado, o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, indicou que o Brasil é "um parceiro importante" para os Estados Unidos e adiantou que Obama vai telefonar para Dilma "nos próximos dias para felicitá-la pessoalmente" e conversar sobre o aumento da colaboração entre os dois países. As relações entre os Estados Unidos e o Brasil foram afetadas com revelações do consultor de informática Edward Snowden, que prestava serviços para a Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA), sobre escutas às comunicações pessoais de Dilma Rousseff, ministros e empresas brasileiras.
A vitória de Dilma Rousseff repercutiu na imprensa europeia. O jornal britânico “The Guardian" estampa uma foto de militantes petistas comemorando os resultados da eleição presidencial e diz que a década de dominação de partidos políticos de esquerda na América do Sul se mantém com a vitória do PT no Brasil. O espanhol “El País" relembra a trajetória de Dilma Rousseff e sua luta contra um câncer em 2009, e chama a petista de “a presidenta com caráter". O diário enfatiza a pequena margem de diferença entre ela e o candidato adversário, Aécio Neves (PSDB), e diz que “um país dividido será mais difícil de governar". O “Le Monde", da França, traz uma foto de Dilma Rousseff durante seu primeiro discurso após a divulgação dos resultados e observa que a presidenta reeleita defendeu o diálogo e a união. O jornal enfatiza a divisão do país entre esquerda e direita, diz que o PT teve sucesso na redução das desigualdades sociais existentes no Brasil, mas que, com as mudanças no cenário internacional, não conseguiu sustentar o crescimento econômico.


