O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 e a Confederação Brasileira de Vela abriram sábado (2) o AqueceRio - Regata Internacional de Vela, um evento-teste da categoria. O evento se estenderá até o próximo sábado (9). Para o diretor de Comunicação do Comitê, Mário Andrada, a regata vai permitir que seja feita uma avaliação das condições da Baía de Guanabara para receber competições de vela durante os Jogos. “Será um evento-teste. Os Jogos Olímpicos serão só em 2016. Então, é importante que a gente teste as condições para saber o que precisa melhorar. Não é uma competição oficial, é um teste, no qual os atletas vão navegar na baía, e a gente vai ter a certeza de que a baía está no caminho certo", contou à Agência Brasil.
Andrada reconheceu que há aspectos que precisam melhorar, mas acrescentou que várias ações estão sendo feitas, pelas três esferas de governo, para garantir os itens incluídos na proposta de candidatura do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas e as Paralimpíadas. O diretor garantiu que as condições da Baía de Guanabara não representam risco para a vida dos competidores, mas admitiu que pode ocorrer algum problema para os barcos, caso sejam atingidos por lixo flutuante.
Na avaliação de Mário Andrada, a realização da competição olímpica na Baía de Guanabara é uma oportunidade de alcançar a melhoria das condições da região, que há muito tempo é defendida por ambientalistas. “A baía é um cartão-postal importante do Rio de Janeiro, e parte do objetivo dos Jogos Olímpicos é ser um agente catalisador de mudanças. Se gente não faz a regata na Baía de Guanabara e vai para outro lugar, uma hipótese que está descartada, a baía nunca seria limpa. É a hora do Rio de Janeiro e de todo o Brasil se mobilizar para limpar e despoluir a baía de uma vez por todas", contou.
Para garantir mais segurança aos competidores, a Capitania dos Portos do Rio de Janeiro intervirá, das 11h às 17h, no tráfego aquaviário da Baía de Guanabara, impedindo que o tráfego de embarcações interfira nas raias da regata. Além dos navios mercantes que precisam atracar no Porto do Rio de Janeiro, a rota da concessionária CCR Barcas para as linhas Charitas, Cocotá e Paquetá vai ter um pequeno desvio, que não representará impacto no transporte diário dos usuários.


