Uma operação conjunta entre a prefeitura de Duque de Caxias, secretaria estadual de Ambiente, da Coordenadoria Integrada de Combate a Crimes Ambientais (Cicca) e de policiais militares do 15º BPM (Duque de Caxias), fechou na manhã desta quarta-feira (8/1), um vazadouro clandestino no bairro de Jardim Gramacho.
O local vinha sendo utilizado por empresas e comerciantes para despejar lixo. Durante a ação que contou com a presença do prefeito Alexandre Cardoso e do secretário de Ambiente do estado, Carlos Minc, ficou decidido que a região ganhará guaritas funcionando 24 horas para impedir a entrada de caminhões para descarregar detritos, além da instalação de câmeras.
O prefeito Alexandre Cardoso ressaltou que desde o início de sua administração vem realizando operações constantes no bairro, em parceria com a secretaria estadual de Ambiente, visando impedir o funcionando de vazadouros clandestinos. “A prefeitura tem atuado em conjunto com a secretaria de Ambiente para impedir este vazadouros, mas o despejo dos detritos ocorrem geralmente a noite. São empresas e comerciantes que preferem pagar mais barato para deixar seu lixo aqui do que tratar e encaminhá-lo à um aterro, onde sai por volta de R$ 300. Iremos instalar guaritas nos acessos a este locais que funcionavam como lixão. Também serão instaladas câmeras para monitorar a movimentação destes caminhões que trazem lixo de outras localidades. Para isso, contaremos com o apoio do 15º BPM", explicou.
“Não podemos mudar um hábito antigo das pessoas procurarem o antigo lixão para jogar seus detritos, só com um trabalho a longo prazo poderemos acabar com esta cultura. É preciso lembrar que há um manguezal e que foi sendo destruído ao longo dos anos, se transformando neste lixão. Temos projeto para o bairro, mas conseguir verba para sua execução requer um tempo, por passar por várias etapas até a liberação dos recursos", revela o prefeito Alexandre Cardoso.
O secretario de Ambiente, Carlos Minc, lembrou que desde o fechamento do antigo lixão do Jardim Gramacho, em junho de 2012, foram realizadas ações visando qualificar os catadores. “A Faetec montou cursos de qualificação profissional em várias áreas, implantamos um polo de reciclagem que já está em funcionamento e devemos inaugurar outro dentro de dois meses. Entretanto, ainda existe esta cultura de vazar o lixo neste local, tanto que detectamos cerca de 150 galpões que funcionam naquela área", disse.
Traficantes e carro roubado
O vazadouro clandestino, segundo revelou o coronel José Padroni, coordenador da Cicca, era controlado por traficantes da área, que cobravam uma taxa dos motoristas que despejavam o lixo naquela região. Durante a operação de fechamento do vazadouro os criminosos fugiram do local. Ali foi encontrado um carro roubado de um funcionário da Câmara de Vereadores do Rio, o Citroen Aircross, placa KWE 6470, Rio de Janeiro.
“Em um aterro sanitário o despejo do lixo sai em média por R$ 300, enquanto neste lixão era cobrado em torno de R$ 80. E com uma vantagem para os catadores que ainda vivem no local, o material era de fácil acesso. Tanto que encontramos sacos com material reciclável", comentou Alexandre Cardoso.
Onde funcionava o aterro haviam várias garrafas de vidro e pet, latas, papelão, resto de demolição e até lixo domiciliar. Foram retirados aproximadamente 60 caminhões com todos o lixo.


