O presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Junior, disse que o setor varejista considera positiva a medida de redução das tarifas de energia elétrica anunciada dia 6 pelo governo. No entanto, reivindica que o comércio também seja contemplado com o benefício, por enquanto destinado apenas à indústria e aos consumidores residenciais. De acordo com Pellizzaro, na última quarta-feira (5), a CNDL enviou correspondência ao Ministério da Fazenda sobre o assunto.
- É uma boa iniciativa, vai impactar positivamente as empresas e famílias. A gente apenas gostaria que fosse estendida a todos. Traria melhorias na capacidade de investimento dos varejistas - afirmou o presidente da CNDL. A presidenta Dilma Rousseff anunciou, em seu pronunciamento por ocasião do Sete de Setembro, a intenção de reduzir a tarifa de energia em 28% para a indústria e em 16,2% para as residências. Os detalhes da medida serão anunciados nesta terça-feira (11). O preço menor deve passar pela diminuição ou extinção de encargos setoriais cobrados atualmente, que representam cerca de 10% do preço da energia.
Presidenta quer estimar a competitividade
A redução do preço da energia deve passar pela diminuição ou extinção de alguns dos dez encargos setoriais cobrados atualmente, que representam cerca de 10% do preço da energia. O governo também deverá anunciar a renovação das concessões do setor elétrico que começam a vencer a partir de 2015, como hidrelétricas e linhas de transmissão. A diminuição do preço da energia faz parte da estratégia do governo para reativar a economia, que, segundo Dilma, já está se recuperando dos efeitos da crise financeira internacional. A medida, segundo a presidenta, vai agregar o fator competitividade ao tripé do atual modelo de desenvolvimento do Brasil, baseado em estabilidade, crescimento e inclusão. Dilma explicou ainda que a diminuição para o setor produtivo será maior porque os custos de distribuição da energia são menores, já que as indústrias operam em alta tensão. Além de avanços na infraestrutura, a presidenta também defendeu a manutenção da tendência de queda de juros e de diminuição da carga tributária para que o país continue a gerar empregos.


