O município de Duque de Caxias pode decretar estado de calamidade por falta de condições de destinação dos resíduos sólidos no município. A 2ª Vara Cível em Duque de Caxias, acolhendo pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ), determinou a suspensão das atividades de transbordo, sem as quais o município não tem condições de dar destinação adequada ao seu lixo. Em nota, a prefeitura atribuiu a situação de calamidade à antecipação no cronograma de fechamento do Aterro Sanitário de Gramacho, previsto para o 31 de dezembro, mas efetivado em junho último. A situação foi agravada com a interdição das estações de transferência de resíduos no município por falta de licenciamento ambiental.
A situação da coleta de resíduos sólidos na cidade tem piorado desde o fechamento do aterro. Utilizando duas estações de transferência, o lixo era deixado por caminhões compactadores da empresa Locanty e transferido para caminhões da empresa Meskatec, que o transportava até o aterro de Seropédica. O primeiro galpão, também localizado no Jardim Gramacho, era insuficiente para a destinação do volume de lixo gerado no município, que possui 855 mil habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Um segundo galpão, localizado no bairro Figueira, passou a ser utilizado, até que fosse decretado o seu fechamento.
Os resíduos da cidade têm sido levados diretamente para o Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) de Seropédica, mas a distância de cerca de 60 quilômetros, segundo alega a prefeitura, inviabiliza a manutenção de um ritmo adequado de coleta.


