A má utilização do dinheiro público pelo Banco Central foi denunciada pela deputada federal Andreia Zito (PSDB-RJ) em pronunciamento no plenário da Câmara. Ela se referiu à ampliação do novo prédio do banco, já em construção, localizado na região portuária do Rio de Janeiro. O projeto de construção, inicialmente previsto para três andares, foi licitado em R$ 72 milhões. A construção de mais quatro pavimentos tem custo estimado em R$ 40 milhões - bem superior aos 25% do limite legal para aditivos em licitações. A ampliação do novo prédio, segundo a deputada, esbarra no limite do gabarito para a região portuária, mas foi autorizada pelo prefeito Eduardo Paes.
Enquanto isso, o prédio atualmente ocupado pelo Banco Central, na Avenida Presidente Vargas, está sendo todo reformado, com previsão de gastos em torno de R$ 45 milhões. Andreia Zito manifestou “total apoio aos servidores do Banco Central lotados no Rio de Janeiro, representados pelo Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central - Sinal". Os servidores da instituição solicitaram à direção transparência na condução do processo e, através de pesquisas realizadas pela entidade sindical, por duas vezes, já se manifestaram contrários aos gastos extras.
Caso seja aprovado o projeto – com o valor ultrapassando o limite da base legal para aditivos – a deputada quer saber se a construção dos quatro andares excedentes terá nova licitação e, caso outra empresa, que não a atual, seja a vencedora, quem responderá pela finalização da obra.


