Paraplégico não consegue simples troca
de sonda urinária no Moacyr do Carmo
Vinícius de Jesus Rodrigues, paraplégico de 20 anos e morador do bairro Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, viveu uma peregrinação para trocar uma sonda urinária na rede pública de saúde.
O jovem, com fortes dores no abdômen, foi levado pela mãe e uma irmã ao Hospital Municipal Dr. Moacyr Rodrigues do Carmo, na segunda-feira (30), em busca de um urologista para realizar o procedimento, para evitar uma nova infecção urinária. Foi em vão. Lá, no final do dia, depois de cerca de sete horas aguardando atendimento, uma atendente aconselhou que procurassem o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, alegando que a equipe do Moacyr do Carmo estava incompleta.
Josiane (27 anos) e a mãe Erundina Imaculada (55) tiveram que voltar para casa com Vinícius, pois já estava escurecendo. A peregrinação continuou no dia seguinte, quando procuraram o Getúlio Vargas. Barrados na triagem, foram informados que não havia urologista, pois todos haviam sido demitidos e recomendou que fossem para o Souza Aguiar, no centro do Rio. Depois de esperar por mais quase sete horas, finalmente foi atendido e teve a sonda substituída.
Segundo relatos de Josiane, para que pudessem se deslocar com Vinícius, tiveram que arranjar dinheiro emprestado para chamar um taxi. Ela disse que tudo ficou mais difícil porque a cadeira utilizada pelo paciente estava quebrada e tiveram que carregá-lo no colo várias vezes. A família reside em um bairro pobre. Erundina, com câncer de mama, cata plásticos e latas para viver. O tratamento é feito no Hospital Geral Cardoso Fontes, em Jacarepaguá. Revelou, com preocupação, que soube por funcionários que a emergência vai fechar as portas.


