Em parecer entregue ao TSE na últlima sexta-feira (12), o vice-procurador-geral eleitoral Nicolao Dino voltou a pedir a cassação Michel Temer. Em parecer anterior, Dino já havia pedido a cassação do peemedebista, com o argumento de que a campanha de 2014 foi financiada com pelo menos R$ 112 milhões de caixa dois. Agora, caberá ao relator do caso, Herman Benjamin, e ao presidente do Tribunal, Gilmar Mendes, definirem a data do julgamento, o que pode acontecer ainda este mês.
Caso seja aprovado, o pedido do MP eleitoral resultará no afastamento de Michel Temer do cargo. Segundo auxiliares de Gilmar Mendes, o ministro levará o caso a julgamento o mais cedo possível. A decisão dependeria apenas da conveniência do relator. Ou seja, o processo poderia ser encerrado até o fim deste mês ou mesmo em junho.
Pesquisa do Datafolha realizada nos dias 26 e 27 de abril, com 2.781 entrevistados em 172 município, revelou que a impopularidade do governo Michel Temer (PMDB) cresceu. A gestão de Temer tem 61% de avaliação ruim ou péssima, com 28% a considerando regular e apenas 9%, ótimo ou bom. Quando colocado como eventual candidato à reeleição, Temer vê a rejeição a seu nome subir de 45% para 64% de dezembro para cá. O presidente já disse ter consciência de sua impopularidade e que aproveita isso para tentar fazer avançar uma agenda de reformas de difícil aprovação popular. Pontificam neste rol a reforma da Previdência e a trabalhista.
A sondagem averiguou o cenário no qual Temer tem seu mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral, que julga a chapa na qual era vice de Dilma em 2014 sob acusação de abuso do poder econômico. Se houver cassação, a Constituição obriga nova eleição pelo Congresso, por estarmos na segunda metade do mandato. Apenas 10% dos ouvidos apoiam isso. Para 85%, o Congresso deveria aprovar uma mudança constitucional para permitir eleições diretas já.


