As importações, no entanto, devem cair em ritmo mais intenso, compensando o recuo das exportações. A estimativa da AEB é que as compras do Brasil no exterior somem US$ 140,5 bilhões, 18% menos que os US$ 171,4 bilhões de 2015. Na avaliação da AEB, 2016 terá um superávit “negativo", a exemplo do que ocorreu em 2015. O saldo positivo da balança será em razão não de um aumento das exportações brasileiras, mas de uma queda nas importações causada pelo desaquecimento econômico.
A entidade destacou que, caso se confirme, a previsão de superávit de US$ 46,9 bilhões será um recorde histórico, superando os US$ 46,4 bilhões alcançados em 2006. Para o presidente da AEB, José Augusto de Castro, todos os setores produtivos devem ser afetados por essa desaceleração da balança comercial. Destacou, entretanto, que já se começa a verificar uma leve recuperação.
De acordo do com presidente da AEB, é preciso reduzir o famoso custo Brasil. "O câmbio não é suficiente para compensar a redução do custo Brasil." José Augusto de Catro explicou que devido a flutuação do câmbio não se pode dizer como ele estará no futuro, porque “ele oscila muito, gera insegurança". (Agência Brasil)


