“O quantitativo de consultas nessa especialidade também é motivo de orgulho para todos nós. Os profissionais atuam de forma harmoniosa e com dedicação", disse o diretor Sérgio Alves, em entrevista exclusiva ao Capital. Sérgio destacou ainda o aumento de 50% na realização de ultrassonografia. “Nossa média até há pouco tempo era de cerca de 400 por mês, agora chega a 600", informou o diretor. O exame é feito diariamente, exceto nos finais de semana.
A UPH Saracuruna é uma unidade mista, possui ambulatório e emergência. Com 25 consultórios, presta atendimento em mais de 15 especialidades, além de nutrição, fonoaudiologia, odontologia, fisioterapia, psicologia, serviço social e enfermagem. Mantém em funcionamento 15 programas do Ministério da Saúde, como cardiologia, diabetes, tuberculose, hanseníase, da criança e do adolescente, da mulher, do homem e do idoso, entre outros. São aproximadamente 220 funcionários. A unidade possui Sala Amarela (adultos), Infantil e Vermelha com 3 leitos - 1 de reanimação e 2 para isolamento.
Segundo o diretor, o ambulatório da UPH Saracuruna, que funciona de segunda a sexta-feira, atende cerca de 400 pessoas por dia. Já na emergência, que funciona diariamente 24h, a média é de 500 atendimentos. Ele esclarece que desse número, mais de 30% são de pacientes de fora do município. “A gente sabe que a capital e cidades da Baixada tem suas dificuldades, então as pessoas nos procuram, se tem atendimento é para onde as pessoas se deslocam, Duque de Caxias, aqui são atendidas. Isso acaba sendo um problema, pois sobrecarrega nossas unidades".
O setor de emergência da UPH Saracuruna conta com 35 médicos de plantão, o ambulatório dispõe do mesmo número de profissionais de nível superior. Sérgio Alves observa que por força da crise econômica, acorreram cortes de funcionários e outras ações de contenção de gastos. “É claro que neste momento temos nossas dificuldades, mesmo assim, ampliamos nossas especialidades e estamos mantendo todos os nossos programas de saúde. Não medimos esforços para atender todos que batem à nossa porta", assinalou. “Isso inclusive é uma determinação do próprio prefeito Alexandre Cardoso, que tem a saúde como uma das suas prioridades", observou.
- A gente tem que lidar com essa dificuldade, não há mágica para resolver isso. Temos o apoio do secretário Camillo e sua equipe, bem como do prefeito Alexandre Cardoso, que procuram atender todas as nossas solicitações. Mantemos o padrão de atendimento graças ao esforço de nossos profissionais, que são bem entrosados e capacitados. Somos um coletivo que procura buscar resultados positivos e conseguimos isso devido à nossa dedicação, integração e unidade - disse o diretor.
Caxias é a única cidade do estado a contar com o Projeto Latin
Sérgio Alves falou também do Projeto Latin, programa de telemedicina implantado em algumas cidades brasileiras e que chegou a Duque de Caxias há cerca de um ano, disponibilizado na UPH Saracuruna e em mais três unidades do município (UPA Beira Mar e UPHs Pilar e Parque Equitativa). Duque de Caxias é a única cidade do Estado que conta com o projeto, que é reconhecido mundialmente. O Latin, sigla para Latin America Telemedicin Infarct Network, faz diagnóstico rápido de doenças do coração diminuindo significativamente o tempo de avaliação de um exame e, consequentemente, salva vidas.
- Quando um paciente dá entrada na unidade com suspeita de infarto do miocárdio, é realizado imediatamente o primeiro atendimento e o exame é feito em apenas três minutos. É enviado para Uberlândia, em São Paulo e retorna imediatamente com o laudo e o respectivo diagnóstico. Quando o resultado positivo é comprovado, eles acionam o nosso alarme, tomamos as providências, em seguida a remoção do paciente para o Hospital HS Cor, no bairro 25 de Agosto – explica o diretor. “Depois, o paciente volta para a UPH para o devido acompanhamento e tratamento com o cardiologista", conclui o diretor.


