Profissionais de empresas de energia elétrica, que fazem a leitura de medidores de energia, procurarão localizar possíveis focos do Aedes Aegypti, mosquito transmissor da dengue, da febre chikungunya e do vírus zika. O anúncio foi feito na tarde desta quinta-feira (28) pelo Ministério das Minas e Energia.
A estimativa é que as distribuidoras de energia contem com 40 mil leituristas que visitam cerca de 75 milhões de unidades consumidoras mensalmente em todo o Brasil, Segundo o presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica, Nelson Leita, as empresas treinarão os leituristas para que fiquem atentos à existência de possíveis criadouros do mosquito.
Haverá um código para que uma central seja avisada por meio do aparelho que é usado para as anotações de medição de energia. Em seguida, as salas de controle de ricos e de combate ao mosquito, existentes em todos os estados, será alertada e será responsável por avaliar se há mesmo o foco do mosquito e eliminá-lo. Além disso, a partir do próximo mês, as contas de luz e gás terão escritos os seguintes alertas: "Febre, coceira, dor de cabeça e outros sintomas. Pode ser dengue, chikungunya ou Zika. Beba muita água e vá a uma unidade do SUS". "O mosquito que mata não pode nascer. Portanto, sábado é dia de faxina", é outro lema. “O setor de energia tem grande capilaridade e grande contribuição a dar no sentido de combate a este mosquito", disse o ministro Eduardo Braga.
O governo federal anunciou no dia anterior que 220 mil militares vão ajudar no combate ao mosquito Aedes aegypti. O ministro da Defesa, Aldo Rebelo, informou que os homens das três Forças Armadas vão atuar em 356 municípios. (Agência Brasil)


