Os 620 mil eleitores de Duque de Caxias já podem fazer o recadastramento biométrico, que teve início na última terça-feira (24). A partir de abril, conforme o cronograma da Justiça Eleitoral, mais de 2,8 milhões de eleitores de 17 municípios e de 21 zonas eleitorais da capital, estarão aptos a realizar o procedimento. A identificação biométrica, segundo a Justiça Eleitoral, torna as eleições mais seguras, ao impedir que uma pessoa vote no lugar de outra. Mais informações sobre o recadastramento biométrico no estado podem ser encontradas em www.tre-rj.jus.br/biometria. Os outros 16 municípios são: Araruama, Arraial do Cabo, Cachoeiras de Macacu, Campos dos Goytacazes, Carmo, Iguaba Grande, Maricá, Miracema, Rio das Ostras, São Fidélis, Saquarema, Seropédica, Teresópolis, Trajano de Morais, Vassouras e Volta Redonda.
Todos os eleitores do município podem fazer o recadastramento biométrico, inclusive aueles cujo voto é facultativo, como os menores de 18 anos, os maiores de 70 anos e os analfabetos. Quem deseja transferir seu título de eleitor para algum dos 17 municípios ou que neles resida e queira tirar o título pela primeira vez, também poderá realizar o recadastramento biométrico. O CAE Duque de Caxias funciona na Av. Brigadeiro Lima e Silva nº 282, bairro Parque Duque.
Essa tecnologia permite confirmar a identidade de cada pessoa por meio das impressões digitais, armazenadas em um banco de dados da Justiça Eleitoral. O diretor-geral do TRE do Rio de Janeiro, Anderson Vidal Corrêa, disse que o processo de recadastramento por biometria se estenderá até maio de 2016. “Nós temos que atingir a meta de 5,5 milhões de eleitores no estado". O eleitorado total fluminense, somando os 92 municípios, alcança 12,8 milhões de pessoas. Caberá à Justiça Eleitoral fazer o recadastramento biométrico de 100% dos eleitores no país, disse Corrêa. “No curto e médio prazos, nós faremos isso", disse ele, destacando que o trabalho envolve várias questões, como orçamento e compra de equipamentos. Para Corrêa, a principal vantagem do recadastramento biométrico para o processo eleitoral é a segurança do voto. “Ninguém pode votar por outra pessoa. Esta é a maior vantagem para o país". Para o eleitor, o benefício é saber que o voto não está sendo usado ou manipulado por ninguém.
De acordo com o diretor-geral do TRE fluminense, devido ao recadastramento revisional, alguns estados já concluíram o processo de implantação da biometria, entre eles, Sergipe, Alagoas e Amapá, além do Distrito Federal. No estado do Rio de Janeiro, apenas duas cidades (Armação dos Búzios e Niterói) completaram o processo. Correa esclareceu que o trabalho revisional ocorre quando a corregedoria define que todo o município precisa fazer um recadastramento. Existe uma coordenação de trabalhos, uma estrutura específica ampliada para atender aos eleitores.
Para fazer o recadastramento biométrico, o eleitor deve apresentar comprovante de residência atual e documento de identidade original e dentro do prazo de validade. Em caso de alteração do nome, é preciso ainda apresentar documento que comprove a mudança dos dados, como certidão de casamento ou sentença judicial, informou a assessoria. (Agência Brasil)


