O deputado federal licenciado Alexandre Cardoso (PSB), atualmente Secretário de Ciência e Tecnologia do Estado, reafirmou sua intenção de se candidatar à Prefeitura de Duque de Caxias nas eleições de 2012. A revelação foi feita em entrevista ao Capital na semana passada, quando falou sobre alguns projetos em andamento sob responsabilidade de sua pasta, como a transferência da Faculdade de Educação da Baixada, vinculada à UERJ e que funciona no bairro Vila São Luiz, para o prédio do Restaurante Popular, no centro, e também sobre a implantação de um Polo do Cederj no prédio onde funciona atualmente a 59ª Delegacia Policial, no centro do município.
- Quero promover um grande debate de idéias, pois a cidade precisa se preparar para o futuro - disse Cardoso. Segundo ele, a cidade não pode mais perder tempo e precisa de grandes iniciativas. “Se somarmos os gastos que se fez em obras como o ‘mergulhão’, a duplicação da Presidente Kennedy, a construção de calçadas e da universidade pública, chegamos a valores próximos a meio milhão de reais. E o que isso de concreto veio beneficiar a população?", indagou o parlamentar, que é empresário da área de medicina.
Alexandre Cardoso diz que está convencido de que Duque de Caxias tem que passar por um choque de gestão. “A cidade ocupa a 15ª posição nacional em arrecadação de ICMS mas o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que mede a qualidade de vida da população através de itens como educação, longevidade e renda, patina no 52º lugar entre os 92 municípios do Estado". E acrescenta: “O contraste aparece claramente quando esses dados são confrontados: o IDH médio é 0,753 (bem abaixo dos 0,886 de Niterói, o primeiro colocado), enquanto a arrecadação, em 2007, alcançou R$ 335 milhões, uma montanha de dinheiro que, num ranking nacional, coloca Duque de Caxias à frente de Curitiba e Salvador", acrescentando que os dados são oficiais e estão reproduzidos no livro “Retratos da Baixada Fluminense", que lançou no ano passado. Os indicadores apresentados no livro, segundo ele, revelam um paulatino empobrecimento da Baixada Fluminense e, especialmente, de Duque de Caxias. “O município vem sendo sacrificado nos setores mais importantes para a população, como educação, saúde e segurança".
- Os problemas vêm se agravando desde 2005. Os administradores municipais assistem o empobrecimento, mas não buscam, efetivamente, uma articulação com os governos estadual e federal para enfrentar os problemas. A população cresceu na mesma medida em que a gestão pública na educação, saúde e segurança pública foi se apequenando. O que se verifica é que as ações públicas para reverter o quadro são pífias e não surtem resultado", conclui o deputado Cardoso.


