Apesar de reconhecer que 2015 será um ano difícil, mais de 40% dos empresários fluminenses entrevistados pelo Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) pretendem aumentar a produção em 2015 - praticamente o dobro do registrado neste ano. Para isso, eles apostam nos investimentos: 41% pretendem aumentá-los no próximo ano. Os dados são da pesquisa de “Nível de Atividade e Expectativas da Indústria Fluminense", que contou com a participação de 487 indústrias do estado, que empregam 59.849 trabalhadores - aproximadamente 15% dos empregos industriais fluminenses.
A pesquisa faz parte do planejamento estratégico da Federação das Indústrias do Rio e tem o objetivo de identificar as principais angústias e expectativas empresariais. Foram abordadas as maiores demandas dos empresários ao novo governo, os principais entraves ao desenvolvimento da indústria, os resultados de 2014 e as perspectivas para 2015. Para a retomada dos investimentos, apontados como essenciais para o aumento da produção, a pesquisa mostrou que a carga tributária é o principal fator de decisão do empresário. Eles esperam a redução e a simplificação dos tributos. Em seguida, apontam como decisivos o crescimento econômico, a inflação e a taxa de juros. Já o aumento do quadro de pessoal perde espaço como motor de crescimento, devido à rigidez do mercado de trabalho e aos elevados custos de contratação e demissão. Na pesquisa, mais da metade dos entrevistados espera manter o quadro de funcionários no próximo ano, e outros 18,3% projetam redução.
A pesquisa aponta que o ano de 2014 terminou com recuo das vendas em praticamente metade das empresas pesquisadas (48,2%). Com isso, 48,7% diminuíram a produção e somente 15% das empresas expandiram seu quadro de funcionários em 2014. Ainda que 45,7% dos entrevistados apontem estabilidade no quadro de funcionários, quatro de cada dez empresas trabalham com menos funcionários hoje do que há um ano.
Quando perguntados sobre suas principais demandas, os empresários destacaram a redução da carga tributária (61%), o combate à corrupção (47%) e o controle da inflação (45%).


