A Polícia Civil do Rio de Janeiro inaugurou nesta segunda-feira (22), na Cidade da Polícia, a Delegacia de Paradeiro de Desaparecidos (DDPA), com dois núcleos: o de crianças e adolescentes desaparecidos e o de adultos, para investigação de casos ocorridos na capital fluminense. A DDPA contará com 35 policiais e vai funcionar 24 horas. Além de receber denúncias pelo Disque-Desaparecidos 197, a delegacia vai contar com assistentes sociais, psicólogos e outros núcleos técnicos. Segundo levantamento do Instituto de Segurança Pública (ISP), de 2007 a 2014, foram registrados 41.711 desaparecimentos no estado.
O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, disse que a DDPA vai minimizar a angústia das famílias de desaparecidos e evitar que as pessoas passem por uma peregrinação sem rumo e sem informações razoáveis. De acordo com a delegada titular da DDPA, Ellen Souto, a iniciativa representa um marco no tratamento de desaparecidos no estado do Rio. Ela lembra que não existe prazo mínimo para registrar queixas de desaparecimento. O cidadão pode se dirigir a qualquer delegacia distrital para fazer o registro e o diferencial da nova unidade, é que o registro feito em qualquer delegacia distrital chega imediatamente à DDPA, por um serviço online.
A delegacia também fará um levantamento e mapeamento de cemitérios clandestinos, pois a delegada acredita que muitos desaparecidos podem estar nesses cemitérios e o objetivo da polícia é localiza-los. (Agência Brasil)


