Um acordo assinado na última quinta-feira (21) é a esperança da Fundação Educacional de Duque de Caxias (Feuduc) para superar a crise financeira que enfrenta há vários anos. A audiência, realizada na Coordenadoria de apoio à Efetividade Processual (CAEP), órgão do Tribunal Regional do Trabalho, foi presidida pelo juiz auxiliar de conciliação Francisco Montenegro Neto e contou com a presença do Diretor do Departamento da Procuradoria Administrativa da prefeitura de Duque de Caxias, Wagner de Jesus Soares.
O acordo prevê o repasse de cerca de R$ 1 milhão por parte da prefeitura, valor este referente ao pagamento de alugueis atrasados por uso de espaço e instalações para o funcionamento da Escola Municipal Paulo Roberto Moraes Loureiro em suas dependências. O valor, como prevê o acordo, será utilizado para quitação de débitos trabalhistas em cerca de 150 processos. O acordo suspende possíveis ordens de bloqueio ou sequestro de bens em decorrência de ações na justiça do trabalho.
A diretoria da Feuduc falou ao Capital na manhã da última sexta-feira (22). Participaram da entrevista Conrado da Nova Rodrigues (diretor presidente), Antonio Augusto Braz (diretor acadêmico), Kennedy Guilherme (diretor administrativo financeiro) e Milton Trajano de Oliveira (diretor jurídico). Estava presente ainda o subsecretário de Cultura e Turismo, André Oliveira. Segundo Milton Trajano, uma nova audiência será realizada no dia 3 de outubro, quando o município deverá apresentar um laudo de avaliação do imóvel, o valor real da dívida com a Feuduc e novo contrato de aluguel.
Os dirigentes da Feuduc informaram que antes da próxima audiência, haverá uma reunião quinta-feira (28) na Feuduc, com a presença do prefeito Alexandre Cardoso. O encontro servirá para que a diretoria, professores e alunos tomem conhecimento do ativo devido pela prefeitura, bem como de outras ações que o prefeito do município deverá anunciar no sentido de ajudar o processo de recuperação da Feuduc.
Segundo a atual diretoria da Fundação, que assumiu a cerca de dois anos, a dívida está em torno de R$ 9 milhões, dos quais R$ 5 milhões são relativos a ações trabalhistas. “Essa dívida não é nova e é resultado de má gestão das direções anteriores", disse Kennedy, acrescentando que o Ministério Público está realizando uma auditoria nas contas, solicitada pela atual diretoria logo após ter assumido. A investigação deverá ser concluída em breve, segundo os diretores.


