O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico informou quinta-feira (10) que o risco de déficit de energia é zero para as regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, isto é, o risco de novos apagões. Após a última reunião, o grupo, formado por integrantes de órgãos oficiais do setor elétrico, disse que foram observadas chuvas acima da média em junho nas principais bacias de rios do Sudeste, e houve melhoria nas condições de suprimento de energia do Sistema Elétrico Nacional. Em nota divulgada no mês passado, o comitê informou que havia risco de déficit de energia em torno de 2,5% para a região Sudeste/Centro-Oeste.
Segundo o comitê, a capacidade de geração e transmissão de energia continua sendo ampliada este ano com a entrada em operação de usinas, linhas e subestações em fase de conclusão. “Embora as principais bacias hidrográficas onde se situam os reservatórios das regiões Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste tenham enfrentado situação climática desfavorável no período úmido deste ano, o Sistema Interligado Nacional dispõe das condições para o abastecimento do país", diz a nota. O comunicado acrescenta que o aumento de temperatura do Oceano Pacífico e os ventos observados nesse período indicam o estabelecimento do fenômeno El Niño, de intensidade moderada, o que implica continuidade das chuvas da Região Sul com valores normais ou superiores à média histórica.
As análises de desempenho feitas pelo comitê também apontaram para o risco de 4% de déficit de energia no ano que vem nas regiões Sudeste/Centro-Oeste e de 0,4% na Região Nordeste. Os números estão dentro dos índices previstos no setor, que considera déficit de até 5%. Na verdade, nos próximos 5 ou 10 anos, o setor elétrico viverá sob ondas de turbulência, pois desde a posse do ex-presidente Lula o governo, com receio da reação dos ambientalistas, deixou de aprovar projetos de hidroelétricas com reservatórios, que acumulam água em tempos de chuva para serem utilizadas na época das secas, como vem ocorrendo desde o ano passado. Com isso, as geradoras estão apelando para o uso de termelétricas, cuja energia é mais cara, seja pelo consumo do gás natural, pelo etanol ou, no pior dos caos, o óleo combustível. Os próximos Governos precisam achar o ponto de equilíbrio entre as necessidades energética do País e a preservação do Meio Ambiente.
No caso do Arco Metropolitano do Rio de Janeiro - cujo primeiro trecho de 71,2km foi inaugurado no dia 1º Presidente Dilma, em companhia do governador Luiz Fernando Pezão - foi encontrada uma espécime rara de perereca. Na impossibilidade de remover o habitat da perereca para um outro local, a solução encontrada foi construir um elevado, que passou sobre a área em que vive esse tipo de perereca, uma pequena lagoa. Há especialistas sugerindo a construção de represas em cascatas, como ocorreu no Canal do Panamá, que liga o Atlântico ao Pacífico, encurtando a distância entre portos da América e da Ásia, mediante o uso de comportas que, quando fechadas, elevam ou baixam o nível do canal para que os navios possam seguir viagem. Basta nossos governantes ouvirem as opiniões dos que divergem dos grandes lagos como era normal até a virada do Século.


