Com a perspectiva de dobrar a produção de petróleo até 2020, a Petrobras investirá US$ 100 bilhões na indústria naval brasileira entre 2012 e 2020. O total de encomendas no período será de 28 sondas, 49 navios e 146 barcos de apoio, 61 destes já estão em construção e 26 já entregues. A previsão é de contratação dos restantes 59 barcos de apoio até outubro, o que totalizará as 146 novas embarcações. Além dessas encomendas, serão contratadas também 38 plataformas de produção, que contribuirão para elevar a produção de petróleo da Petrobras para 4,2 milhões barris por dia em 2020.
O reaquecimento da indústria naval alavanca também outros segmentos da indústria, como os de máquinas, equipamentos pesados, caldeiraria, elétrica e automação. O conteúdo nacional dessas obras varia de 55 a 75%, índice relevante para uma indústria que retomou sua capacidade de realização a partir de 2003. Desde a construção no país das plataformas P51 e P52, há dez anos, as demandas da Petrobras foram responsáveis pelo grande avanço da indústria naval nacional e pelo desenvolvimento econômico de diferentes regiões do país.
Em 2003, o setor empregava 7.465 pessoas no Brasil e hoje emprega mais de 75 mil, reflexo do aumento da produção de petróleo e investimento em logística e distribuição. Até 2017, serão gerados mais 25 mil novos empregos, segundo estimativa do SINAVAL (Sindicato Nacional da Indústria de Construção e Reparação Naval e Offshore).
Pasadena: Empresa admite que gasto foi maior que estimado
A Petrobras confirmou nesta segunda-feira (28), em nota, que os gastos da estatal com a Refinaria de Pasadena, na cidade norte-americana do Texas, foram bem maiores do que o valor de US$ 1,249 bilhão que vinha sendo anunciado. A nota informa que a Petrobras gastou US$ 650 milhões com a refinaria de Pasadena até novembro de 2008, incluída a aquisição dos primeiros 50%; mais US$ 820,5 milhões pela segunda parte do empreendimento; e disse que "em qualquer cenário de continuidade da refinaria" seriam necessários US$ 275 milhões em investimento em sustentabilidade, conforme apresentação da Petrobras América de abril de 2009.
A nota sustenta que, além dos pagamentos feitos à Astra de US$ 1.249 milhões (valor inicialmente anunciado como o valor total da operação), foram gastos com recursos adicionais nas melhorias operacionais, de segurança e ambientais, necessários ao bom funcionamento da usina. A nota detalha que na aquisição de Pasadena foram gastos US$ 554 milhões relativos à PRSI-Refinaria, US$ 341 milhões relativos à PRST-Trading e “demais gastos" que somaram US$ 354 milhões). A nota conclui informando que da aquisição em setembro de 2006 até 2013 foram investidos mais US$ 685 milhões em melhorias operacionais, manutenção, paradas programadas, além de segurança, meio-ambiente e saúde.


