O secretário adjunto da Receita Federal, Luiz Fernando Teixeira Nunes, manteve a projeção de crescimento da arrecadação de até 3,5% em 2014. Ele disse que o crescimento do recolhimento de impostos em fevereiro veio em linha com o esperado pelo Fisco. “O resultado está em linha, dentro daquilo que era esperado em termos de arrecadação, e nós mantemos a nossa previsão, já desde o mês passado, de crescimento entre 3% a 3,5%", disse. Ele admitiu que existem estudos prontos na Receita Federal que permitirão aumento de impostos, a fim de compensar o gasto adicional de aproximadamente R$ 4 bilhões à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).
- São construídos cenários e com eles estimativas de receitas, com [opções] para a tomada de decisão, com o incremento a partir daquelas medidas. E aí você tem o valor que se busca. Mas essa decisão ainda não foi tomada. A decisão, evidentemente, será tomada pelo ministro [da Fazenda, Guido Mantega], pela Casa Civil - disse. Luiz Fernando não quis antecipar que impostos irão subir para compensar a CDE e em que momento isso poderá ocorrer e onde, se no setor de bebidas frias ou de cosméticos, por exemplo. O secretário admitiu também que não estão computados nas estimativas os tributos decorrentes da Medida Provisória 627, que recolhe impostos de empresas brasileiras no exterior.
O desempenho da arrecadação da Receita Federal no mês de fevereiro, de R$ 83,137 bilhões, foi impactado pelo PIS/Pasep [Programa de Integração Social e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público e pela Cofins [Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social ], tributos cobrados das empresas, e que chegaram a R$ 19,537 bilhões no mês, com crescimento de 9,22%. As receitas previdenciárias foram responsáveis por R$ 27,338 bilhões, crescimento de 5,13%. (Agência Brasil)


