Começaram a funcionar na última sexta-feira (3) os primeiros três ecobarcos contratados pela Secretaria Estadual do Ambiente (SEA) para recolher lixo flutuante das águas da Baía de Guanabara. Até o final de fevereiro, dez ecobarcos deverão estar trabalhando para minorar um dos grandes problemas ambientais da baía. O lançamento do serviço aconteceu na Marina da Glória, na Zona Sul do Rio, com a presença do secretário Carlos Minc. Ele enfatizou que o recolhimento de lixo flutuante é apenas parte da solução para o problema e afirmou que as prefeituras do entorno da Baía de Guanabara e a população em geral precisam participar desse esforço de limpeza.
O trabalho dos ecobarcos está associado à instalação de 18 ecobarreiras na foz de rios e canais que deságuam na baía; também para conter lixo flutuante. O lixo flutuante que emporcalha as águas da Baía de Guanabara é uma preocupação das autoridades olímpicas, que temem que atrapalhe as provas náuticas das Olimpíadas do Rio a serem promovidas na região. Por isso, a Secretaria idealizou a contratação de dez ecobarcos para reforçar o trabalho de recolhimento de lixo flutuante. Por sua vez, já existem dez ecobarreiras funcionando na foz de rios e canais que deságuam na baía. Além disso, o novo projeto de limpeza das águas da Baía de Guanabara inclui a instalação de mais oito ecobarreiras.
Assim, para o chamado Projeto Baía sem Lixo, foram aprovados R$ 10 milhões do Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecam) para a contratação de dez ecobarcos e para a instalação de mais oito ecobarreiras. A expectativa é que sejam recolhidas mensalmente cerca de 15 toneladas de lixo flutuante das águas da baía - quantidade equivalente à que é recolhida atualmente, por mês, nas dez ecobarreiras já instaladas.
Por enquanto, entraram em funcionamento três ecopontos em terra para a coleta do lixo flutuante recolhido pelas três embarcações: na Marina da Glória, no Aterro do Flamengo, na Zona Sul do Rio; na Escola Naval, ao lado do Aeroporto Santos Dumont, no Centro; e no Iate Clube Jardim Guanabara, na Ilha do Governador, na Zona Norte. Novos ecopontos serão instalados em breve. Na medida em que é recolhido, o lixo flutuante passa por uma primeira seleção ainda dentro da embarcação, por integrantes de cooperativas que catadores que atuam no projeto. Ao chegar em terra, com auxílio de guindaste, a parte reciclável é então retirada e encaminhada para a indústria da reciclagem. O lixo comum é encaminhado pela Comlurb para aterro sanitário.


