Uma equipe de 12 peritos exumou nesta segunda-feira (8), em Isla Negra, a 120 quilômetros de Santiago, capital do Chile, os restos mortais do poeta Pablo Neruda, morto em 1973. Os peritos examinarão a causa da morte do poeta, pois há suspeita de que ele tenha sido envenenado. Oficialmente, Neruda morreu em consequência de um câncer de próstata. Mas aliados e amigos desconfiam que o regime militar mandou matá-lo por sua oposição à ditadura. Ele morreu 12 dias após o golpe militar que derrubou o governo de Salvador Allende (1970-1973) e instaurou a ditadura do general Augusto Pinochet (1973-1990), então chefe das Forças Armadas.
A expectativa é que, em três meses, seja concluído o laudo sobre a morte do poeta. O trabalho dos peritos começou com a quebra da cripta à beira-mar na qual estavam os restos do chileno, Prêmio Nobel de Literatura (1971), ao lado da terceira mulher, Matilde Urrutia. Há suspeitas de que Neruda tenha sido vítima de uma injeção letal, enquanto estava em tratamento médico na clínica privada Santa María, em Santiago. A pedido do Partido Comunista, ao qual pertencia o poeta, e de seu ex-motorista Manuel Araya foi aberto o processo de investigação sobre a causa da morte.


