A Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp) tem a previsão de gerar, por meio da Concessionária Porto Novo, cinco mil empregos diretos no pico das obras na região portuária, em meados de 2013. Já o Sebrae, em parceria com a prefeitura, realiza um mapeamento da área que estima a possibilidade de 50 mil oportunidades de negócios quando a região estiver com a população flutuante prevista de 800 mil pessoas por dia, o que deve acontecer em 2016. Isso sem falar nas construtoras e incorporadoras, como Solace, Tishman Speyer, MDL e Fibra Experts, que também vão contratar muita gente para as obras.
Na fase atual, de obras, a maioria das oportunidades que surgem são para construção civil e área administrativa. Mas a perspectiva é que o panorama se diversifique conforme os empreendimentos começarem a operar e o perfil da região for sendo definido. Jorge Arraes, presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp), prevê que área terá vocação para atrair empresas do segmento de óleo e gás, turismo e hotelaria, gastronomia e indústria criativa. “E, certamente, a criatividade carioca levará para a área empregos que ainda não vislumbramos", acredita Arraes, que estipula um prazo de 15 anos para a região estar ocupada. “Mas essa ocupação é imprevisível, porque depende da rapidez com que o mercado desenvolve os empreendimentos".
Diante da grande transformação por que a área vai passar, o Sebrae, em parceria com a prefeitura e com a Cdurp, está fazendo um mapeamento das Micro e Pequenas Empresas da região com o objetivo de qualificá-las diante das oportunidades que surgirão. Foram contabilizados 10.800 negócios, dos quais 2.500 estão participando do programa do Sebrae. Mas a perspectiva é que a revitalização do Porto crie 50 mil oportunidades de novos negócios. O Sebrae tem um plano de criar, no ano que vem, um polo de atendimento ao empreendedor que queira abrir uma empresa na área.


