A balança comercial do Estado do Rio de Janeiro fechou o ano de 2010 com recordes nas exportações (US$ 20 bilhões) e nas importações (US$ 16,7 bilhões). O crescimento de 48% nas vendas superou a média nacional, de 32%. Avançaram tanto as vendas de produtos básicos quanto as de industrializados, a reboque da recuperação pós-crise econômica mundial. Os dados estão no boletim Rio Exporta, divulgado dia 3, pelo Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro). Dezesseis dos 23 setores que compõem a pesquisa registraram alta nas vendas, com destaque para o recorde nas exportações de petróleo, carro-chefe da pauta (US$ 14,9 bilhões), e o expressivo avanço da indústria automobilística (59%).
As vendas do Rio para o exterior avançaram tanto em quantidade como em preço. De acordo com o gerente de Estudos Econômicos da Firjan, Guilherme Mercês, a forte expansão da quantidade exportada de bens duráveis (50%) e bens de capital (29%) reflete a competitividade da indústria fluminense. Por outro lado, as indústrias Metalúrgica e Química buscaram atender o aumento da demanda interna, diminuindo suas exportações. O desempenho das importações fluminenses (43% na comparação com 2009) retrata o crescimento do mercado interno brasileiro. Todos os segmentos do Rio expandiram suas compras, à exceção de fumo. A maior taxa de crescimento (63%) coube aos bens de capital, como máquinas e equipamentos, o que aponta o aumento da capacidade produtiva do Estado.
O saldo comercial fluminense (US$ 3,4 bilhões) também cresceu no ano passado (79%) na comparação com 2009, ao contrário da balança comercial brasileira, que apresentou queda (20%) no mesmo período.


