O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que as empresas de telecomunicações estão tendo dificuldades para atender as exigências do consumidor porque não investiram como deveriam para ampliar os serviços, nem avaliaram corretamente o crescimento do mercado. O governo, porém, fez a sua parte, ressaltou o ministro, ao participar, dia 17, da abertura do 29º Encontro Tele. Síntese, que reúne empresas de telecomunicações e representantes do governo para discutir o atual momento do setor. "Nossas empresas não apostaram no crescimento do mercado, que vai continuar crescendo e precisa de investimentos", reforçou o ministro. Ele destacou, no entanto, uma série de políticas definidas no ano passado pelo governo que agora começam a dar resultado.
De acordo com o ministro, o Brasil, atualmente, é o sétimo maior mercado mundial de internet e terceiro o terceiro em número de computadores, o que prova que o mercado "cresceu e continua crescendo no país". O ministro destacou, entre as medidas que ajudaram a acelerar esse processo, o acordo com as empresas de comunicações para implantar o sistema de internet popular, ao preço de R$ 35, "que já alcançou 1,5 milhão de contas", e no qual as empresas estão procurando criar mais opções para atrair clientes.
Na opinião de Paulo Bernardo, um ponto positivo foi a retirada de restrições legais à atuação das empresas, que agora podem entrar livremente em todas as áreas, como internet, telefonia fixa e telefonia móvel. O ministro disse que isso indica a possibilidade de expansão do setor, pois, dessa forma, as empresas "poderão fidelizar o cliente" em seus diversos segmentos de atuação.
O que se espera agora das empresas são "fortes investimentos em infraestrutura" para expandir os serviços, contando, inclusive, com financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ressaltou o ministro. Ele garantiu que o governo continuar investindo também em novas tecnologias, como a telefonia celular de quarta geração (4G).


