O Sindicato dos Profissionais de Educação da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Sindpefaetec) vem promovendo encontros que tem como pauta campanha salarial para 2012 e a convocação dos concursados da Faetec, do concurso realizado no ano passado. Segundo a categoria, a Fundação, ao invés de convocá-los, vem promovendo a contratação de temporários, cujo número chega a cerca de 6 mil. Quanto aos concursados, foram chamados apenas 900, informou Mário Luiz Silva, coordenador geral do Sindicato. Segundo ele, uma sentença da juíza Simone Lopes da Costa, da 10ª Vara de Fazenda Pública, em virtude de uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro em 2001, condenou o a Faetec de assinar novos contratos temporários para exercício de quaisquer funções docentes ou administrativas, bem como de prorrogar ou renovar os contratos temporários vigentes. A Fundação, porém, não está cumprindo a determinação judicial, acrescentou o sindicalista. Segundo ele, através de um decreto publicado no Diário Oficial de 17 de janeiro último, foi autorizada a contratação temporária de 616 profissionais da Educação na Faetec. Uma assembléia geral da categoria está marcada para 5 de março, às 14h, no auditório da Escola Técnica Estadual Ferreira Viana, na Rua General Canabarro nº 291, Maracanã.
Procurada pelo Capital, a Faetec informou, através de sua assessoria de comunicação, “tem compromisso com a transparência". Segundo a Fundação, a mesma tinha autorização para convocar 940 professores e 209 funcionários de áreas de apoio, tendo preenchido 98% da vagas. Quanto aos 616 profissionais contratados em janeiro e que vencerão este ano, substituem contratados de 2007. Quanto à sentença judicial, informou que não informada oficialmente sobre a mesma.
A Faetec informou que possui 153 unidades e conta com 5.201 funcionários concursados, 3.395 contratados e 159 comissionados. Quanto às reivindicações salariais, a entidade ressaltou que sempre teve um nível de diálogo muito com os servidores. E acrescentou: “Descongelamos o Plano de Cargos e Salários (que não era corrigido desde 2003). A correção do PCS mais os 23,8% de reajuste salarial pagos pelo Governo significaram um aumento médio de 53% nos salários dos servidores estatutários da Fundação. Pagamos mais de R$ 30 milhões de passivos de governos anteriores com nossos funcionários, e em 2011 passamos a pagar o vale-transporte, entre outras conquistas".


