Ligada à obesidade e ao diabetes, a nefrolitíase pode provocar dores intensas e até infecção generalizada se houver obstrução dos canais urinários
A nefrolitíase, popularmente conhecida como pedra no rim ou cálculo renal, é um problema de saúde cada vez mais frequente no país. Dados apontam que cerca de 10% a 15% dos brasileiros vão enfrentar um episódio de cálculo renal em algum momento da vida. Longe de ser um evento isolado, a condição está diretamente associada ao estilo de vida moderno e a outras comorbidades crônicas.
Fatores de risco e causas do cálculo renal
O surgimento das pedras nos rins não acontece por acaso. O desenvolvimento dos cristais está intimamente ligado a fatores de saúde específicos, como:
- Obesidade e Diabetes: Pacientes com essas condições metabólicas apresentam uma probabilidade significativamente maior de desenvolver cálculos.
- Alterações na urina: Distúrbios metabólicos mudam a química da urina — como o aumento da acidez —, o que facilita o acúmulo e a aglutinação dos cristais que, com o tempo, transformam-se em pedras.
De que são feitas as pedras?
A composição das pedras varia de acordo com o organismo e os hábitos do paciente. Os principais tipos identificados são:
- Cálcio e Oxalato: São os mais frequentes na população, representando entre 60% e 80% de todos os casos registrados.
- Pedras de infecção (Estruvita): Tipos menos comuns, mas altamente perigosos. Causados por bactérias, esses cálculos costumam crescer muito rapidamente, assumem formatos irregulares (semelhantes a chifres) e estão associados a infecções urinárias de repetição.
Sintomas e o sinal de alerta para emergência médica
A famosa cólica de rim é reconhecida por provocar uma dor terrível na região das costas que migra em direção à virilha. O quadro clínico também costuma vir acompanhado de sangue na urina, náuseas e vômitos, o que frequentemente leva o paciente ao pronto-socorro. Por outro lado, existem cálculos silenciosos que não manifestam sintomas e só são descobertos durante exames de rotina.
O cenário torna-se uma emergência médica de extrema gravidade se a pedra entupir o canal da urina e houver uma infecção associada. Nesses casos, o paciente deve ser encaminhado imediatamente ao hospital para desobstruir o rim e iniciar o tratamento com antibióticos na veia, reduzindo o risco de uma infecção generalizada (sepse).
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A medicina atual conta com dois métodos principais para a identificação e avaliação do problema:
- Tomografia computadorizada sem contraste: É considerada o padrão-ouro e o melhor exame disponível para o diagnóstico em adultos, pois consegue detectar praticamente qualquer tamanho ou tipo de pedra.
- Ultrassom: É a primeira escolha médica para gestantes, visando poupar a paciente e o bebê da radiação da tomografia. No ambiente de pronto-socorro, o ultrassom é uma ferramenta ágil para o médico avaliar se o rim está "inchado" devido a um entupimento, embora não tenha a mesma precisão do tomógrafo para visualizar a pedra em si.
- Dr. Roberto Daiub
Clínica Encor (21) 26337123 - (21) 984835834 Whatsapp Como é feito o diagnóstico?
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