Banco Central decreta liquidação extrajudicial de duas instituições do Grupo Simpala por “graves violações”
- ago 15, 2026
Medida afeta administradora de consórcios e financeira de Porto Alegre; autoridade monetária bloqueou bens de ex-administradores e apura responsabilidades.
O Banco Central (BC) decretou, nesta sexta-feira (14), a liquidação extrajudicial de duas empresas integrantes do Grupo Simpala: a Simpala Lançadora e Administradora de Consórcios e a Simpala S.A. Crédito, Financiamento e Investimento. Ambas as instituições têm sede no município de Porto Alegre (RS).
Com o ato, a autoridade monetária determinou o bloqueio e a indisponibilidade imediata dos bens dos controladores e dos ex-administradores de ambas as entidades.
Segundo a avaliação técnica do Banco Central, a intervenção foi motivada pelo comprometimento severo da situação econômico-financeira das empresas, o que gerou riscos crescentes aos credores. Além disso, foram constatadas “graves violações às normas que disciplinam suas atividades”.
Apesar da medida cautelar, o regulador informou que ambas as companhias possuem participação reduzida na estrutura do mercado nacional. A administradora de consórcios responde por 0,1% do total de consorciados ativos e 0,1% dos recursos a coletar. Já a financeira detinha, em junho de 2026, uma fatia equivalente a apenas 0,004% do ativo total do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
O BC ressaltou que manterá as investigações internas para apurar eventuais infrações e identificar os responsáveis pelas irregularidades.
"O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes", informou o Banco Central em nota oficial.
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Controladores classificam medida como desproporcional
Por meio de posicionamento público, os controladores da Simpala Lançadora e Administradora de Consórcios LTDA e da Simpala S.A. Crédito, Financiamento e Investimento afirmaram ter recebido a decisão com surpresa e classificaram a intervenção como desproporcional.
A nota da empresa destacou que a sanção desconsidera a "trajetória de integridade das empresas, uma delas com mais de 50 anos".
O grupo declarou que "sempre atuaram com rigorosa observância da legislação e postura de plena colaboração com órgãos reguladores e que seguirão contribuindo com as autoridades no fornecimento das informações necessárias".
Em nota, a direção expressou preocupação com os desdobramentos operacionais e o impacto do encerramento das atividades sobre o quadro de pessoal.
“Os controladores ressaltam, ainda, preocupação com as consequências da medida para os seus mais de 140 funcionários”, concluiu o comunicado.



