O Ministério Público Federal (MPF) denunciou 45 pessoas, entre empresários e representantes de empresas do transporte urbano, ensino e comércio varejista do Rio de Janeiro por pagamento de propina a fiscais do trabalho e a funcionários da Delegacia Regional do Trabalho (DRT). Ao todo, 31 ações penais foram apresentadas pelo MPF contra os réus na 4ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. De acordo com o procurador da República responsável pelas denúncias, Carlos Alberto Aguiar, as investigações começaram após o desdobramento da Operação Paralelo 251, deflagrada em abril de 2006, quando foram presas e processadas 56 pessoas, entre auditores fiscais do trabalho e servidores da DRT no Rio.
O procurador disse que os servidores públicos acobertavam irregularidades das empresas em troca de pagamentos rotineiros. Segundo ele, as denúncias foram feitas de forma fragmentada e individualizadas, para facilitar a instrução criminal e tornar mais céleres as decisões judiciais. Entre outras acusações, os servidores públicos são denunciados pelo MPF por crime de corrupção passiva, tráfico de influência, formação de quadrilha e inserção de dados falsos nos sistemas da DRT.


