O Ministério Público Federal (MPF) em Campos (norte fluminense) informou na quarta-feira (14), que entrou com uma ação civil pública contra a petroleira norte-americana Chevron, na qual está pedindo uma indenização de R$ 20 bilhões pelos danos ambientais causados pelo vazamento de petróleo na Bacia de Campos, que começou no início de novembro e ainda não acabou. A ação é também contra a empresa contratada Transocean, responsável pela perfuração do poço que provocou o vazamento. Na ação, o procurador da República Eduardo Santos de Oliveira afirma que as duas empresas demonstraram falta de planejamento e gerenciamento ambiental, além de terem omitido informações à Agência Nacional do Petróleo (ANP).
O procurador alega que durante as investigações o MPF constatou que a Chevron e a Transocean não foram capazes de controlar os danos causados com o acidente "o que evidencia a falta de planejamento e gerenciamento ambiental das empresas." Segundo o procurador, as duas empresas demoraram para fechar o poço e conter a fonte do vazamento de óleo, insistindo que o acidente era mínimo. Em seu pedido o procurador afirma, também, que a técnica de cimentação do poço utilizada pela Chevron não deu resultado, o que revela "o despreparo e descaso da empresa".
O procurador cita ainda que a própria Chevron admitiu falha de cálculo para a perfuração do poço, ao alegar que a pressão do reservatório com petróleo era maior do que a estimada pela empresa. O procurador afirma, em seu pedido, que a petroleira americana omitiu informações à ANP e cometeu falhas em seu Plano de Contingência, além de errar ao dimensionar o desastre.


