A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça homenageou nesta segunda-feira (5), o militante e perseguido pelo regime militar Carlos Marighella (1911-1964). Um dos principais guerrilheiros que lutou contra o autoritarismo no país, Marighella completaria 100 anos nesse dia. A cerimônia aconteceu em Salvador, onde nasceu o guerrilheiro e vivem seus filhos e parentes. Foi inaugurado o Pró-Memorial Marighella Vive, que reúne um acervo sobre ele com fotografias, documentos e seus escritos.
Estudante de engenharia, Marighella escrevia poesias e, nas aulas e provas, respondia às questões em verso. Também compôs vários textos combativos nesse formado. Em 1969, ano em que morreu, ele escreveu o Minimanual do Guerrilheiro Urbano, destinado a servir de orientação, como ele dizia. Em 1996, o Ministério da Justiça reconheceu a responsabilidade do Estado pela morte do guerrilheiro. Em 2008, o governo federal decidiu que a companheira dele, Clara Charf, receberia pensão vitalícia. Nesta terça-feira (6), o Conselho Estadual de Cultura marcou o julgamento de 16 processos referentes ao período da ditadura. O julgamento envolve 15 baianos e o paulista Mario Barbate. Os documentos sobre Marighella serão doados para o memorial criado em sua homenagem.


