O Rio de Janeiro vai nesta terça-feira (18), o 18º Congresso Mundial do Trigo. A expectativa é que o encontro reúna mais de 300 especialistas internacionais, além de ministros da Agricultura e representantes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O congresso é promovido pela Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) e terá como tema central a saudabilidade, que destaca produtos mais saudáveis, como os sem aditivos, sem preservativos ou conservantes, antialérgicos, com baixa caloria e orgânicos. Outro assunto importante para o setor será a mudança do sistema de classificação para o pagamento do trigo nacional que propõem a remuneração do produtor de trigo pela qualidade do produto e não mais pela quantidade (medida pelo teor de proteína ou glúten). Paralelamente ao evento, será promovida a Feira de Negócios, com a apresentação e oferta de novos produtos, equipamentos e tecnologias de ponta.
A mudança no sistema de classificação do trigo para efeito de remuneração do produtor, prevista para ser implantada pelo governo federal em 2012, vai trazer vantagens ao país, ao produtor, ao moinho e ao consumidor brasileiro, disse à Agência Brasil o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), embaixador Sergio Amaral. “É uma mudança em que todos ganham", destacou Amaral. “Nós estamos vivendo um momento em que o consumidor brasileiro tem maior poder aquisitivo e está buscando alimentos mais saudáveis e diversificados. E tem recursos para pagar por isso". Segundo o embaixador, todos vão ganhar com a mudança no sistema de classificação do trigo, “se a cadeia produtiva caminhar na direção de maior integração, maior qualidade e diversificação, no caminho de agregação de valor".
Por isso, ele destacou a importância de que esse processo seja iniciado pelo produtor. Parte da safra de trigo nacional não encontra escoamento no mercado interno. “É quase 1 milhão de toneladas. Então, é importante que haja um esforço comum de atender à demanda do mercado brasileiro por maior qualidade e diversidade". Amaral acredita que essa evolução dará ao produtor melhor remuneração. O Brasil é um dos maiores importadores de trigo do mundo. O país importa metade da demanda, que alcança cerca de 10 milhões de toneladas por ano. “A gente batalha pela melhoria da qualidade, no sentido de que os trigos produzidos atendam às necessidades do consumidor final", disse Rae.


