O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro ofereceu denúncia contra o ex governador Sérgio Cabral, o empresário Eike Batista e mais seis pessoas por corrupção e lavagem de dinheiro. É a primeira denúncia no âmbito da operação “Eficiência", considerada a segunda fase da operação “Calicute" - braço da Lava Jato no Rio. Eike é suspeito de ter pago US$ 16,5 milhões em propinas para Cabral, que está preso desde novembro em Bangu 8. Sua mulher, Adriana, também está sob custódia. Ambos são alvos da Operação Calicute, desdobramento da Lava Jato que atribui ao ex-governador recebimento de mesadas de R$ 850 mil das empreiteiras Andrade Gutierrez e Carioca Engenharia.
O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, responsável pela Operação Lava Jato no estado, negou o pedido da defesa do empresário Eike Batista para que ele fosse transferido para uma outra unidade. Ele está preso desde o dia 30 de janeiro na Penitenciária Bandeira Stampa (Bangu 9), no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio. Na decisão, o juiz afirmou que não podia atender ao pedido da defesa porque não há sinais de que o empresário queira colaborar com a Justiça. O advogado de Eike, entretanto, disse que na verdade o empresário ainda não teve oportunidade de prestar os esclarecimentos.


