Com a queda da produção, a indústria supriu a demanda por seus produtos através da redução do nível de estoques (43,8). A pesquisa varia de zero a cem pontos. Os valores abaixo de 50 indicam piora ou redução e acima de 50 representam melhora ou aumento.
A Sondagem Industrial também registrou insatisfação dos industriais da região com as condições financeiras de suas empresas. No primeiro trimestre do ano, tanto o indicador de situação financeira (32,3 pontos) quanto o de margem de lucro (33,8 pontos) pioraram. O indicador de acesso ao crédito, que registrou 27,1 pontos, chegou ao menor nível dos últimos dez anos.
Os empresários seguem pessimistas para os próximos seis meses. Diante da expectativa de queda da demanda por produtos (47,0 pontos), os industriais esperam redução na compra de matéria-prima (47,0 pontos) e no número de empregados (42,5 pontos). Em relação à exportação (39,6 pontos), a pesquisa destaca que o pessimismo é ainda mais disseminado entre os empresários da região, em sentido contrário ao observado no Estado (50,3). “Enfrentamos uma fase muito difícil, com queda na produção e consequentemente no quadro de colaboradores. A crise pode ser uma grande oportunidade de inovarmos, com criatividade podemos fechar bons negócios", enfatizou Carlos Erane de Aguiar, presidente da Representação Regional FIRJAN/CIRJ Baixada Fluminense Área I, Nova Iguaçu.
Para contribuir com a melhoria do ambiente de negócios e a retomada do crescimento econômico do estado e do país, o Sistema FIRJAN destaca que está sendo finalizada a nova edição do Mapa do Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro. O documento, elaborado pelos empresários industriais, apresentará, ainda em maio, propostas para questões estruturais, como infraestrutura, mercado de trabalho e sistema tributário.


